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Governo prepara plano contra tarifaço, mas não deve subir taxas de todos os produtos americanos

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, começou uma nova fase de negociações, focando diretamente nas empresas que vendem produtos aos EUA
21 jul 2025 às 21:16
Por: Túlio Amâncio para Band
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom - Agência Brasil

O governo brasileiro diz que não vai sair da mesa de negociação com os Estados Unidos, mas já trabalha com a hipótese de o presidente americano não recuar. Um plano de ajuda aos empresários está sendo preparado.

O governo entrou na fase final da construção de um plano de ações contra o que tem chamado de “chantagem tarifária de Trump”. O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, começou uma nova fase de negociações, focando diretamente nas empresas que vendem produtos aos EUA. 


O clima entre os ministros que participaram das negociações com o país norte-americano mudou. Antes, alguns acreditavam que Donald Trump iria recuar. Agora, o sentimento é de que só um país está sentado na mesa de negociação: o Brasil. 


O plano que será apresentado ao presidente Lula nesta semana vai propor que o governo não devolva na mesma moeda, aumentando a tarifa de todos os produtos americanos. Ministros sugerem focar em áreas específicas, como propriedade intelectual e a quebra de patentes de remédios americanos. 


O ministro da Fazenda disse que o Brasil não vai sair da mesa de negociação, nem ameaçar revidar o tarifaço. 

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"Nosso objetivo não é retaliar. É chamar atenção para o fato de que essas ações são contraproducentes. Estamos preparando alternativas para apresentar ao presidente, mas punir empresas ou cidadãos americanos não está em discussão. Todo e qualquer cidadão americano será tratado com dignidade", disse Fernando Haddad. 


Nas negociações do tarifaço, o governo brasileiro pode pedir isenção ou redução nas taxas em setores estratégicos. O ministério da Fazenda ainda estuda uma forma de ajudar as empresas mais afetadas, principalmente do setor de alimentos, sem comprometer as contas públicas. 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, abriu uma investigação para saber se agentes do mercado financeiro tiveram acesso a informações privilegiadas sobre o tarifaço. 


A ação foi pedida pela Advocacia-Geral da União, que suspeita de movimentações bilionárias na compra e venda de dólares poucas horas antes de Donald Trump anunciar o aumento de tarifas. 

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