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Inflação desacelera e fecha abril em 0,67%, pressionada por alimentos

Em 12 meses, IPCA acumula 4,39%, dentro da meta do governo
12 mai 2026 às 13:58
Por: Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O preço dos alimentos pressionou a inflação oficial de abril, que fechou em 0,67%. O resultado mostra desaceleração em relação ao mês anterior, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha marcado 0,88%.


Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, dentro da meta do governo, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%. No acumulado de um ano terminado em março, o patamar era de 4,14%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


O IPCA de abril veio abaixo da estimativa do mercado, que previa 0,69% no último Relatório Focus.


Comportamento dos Preços por Grupos

Veja a variação média dos nove grupos pesquisados em abril:


  • Alimentação e bebidas: 1,34%

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  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16%

  • Artigos de residência: 0,65%

  • Habitação: 0,63%

  • Comunicação: 0,57%

  • Vestuário: 0,52%

  • Despesas pessoais: 0,35%

  • Transportes: 0,06%

  • Educação: 0,06%


O índice de difusão, que indica o espalhamento da inflação entre os subitens, foi de 65%.

Principais Pressões e Alimentos

O grupo Alimentação e bebidas representou 43% da inflação do mês. O leite longa vida subiu 13,66% devido ao clima seco e custos com ração. Outros destaques foram a cenoura (26,63%), cebola (11,76%) e tomate (6,13%).


A gasolina foi o subitem individual de maior impacto (1,86%), refletindo a guerra no Oriente Médio e a alta do petróleo. O diesel subiu 4,46%, o que também encarece os alimentos via frete.


Transportes e Habitação

A passagem aérea foi o item que mais puxou o índice para baixo, com queda de 14,45%, reflexo de coletas feitas antes do início do conflito internacional. Em contrapartida, o grupo Habitação subiu 0,63%, impulsionado pelo gás de botijão (3,74%) e reajustes na energia elétrica (0,72%) em diversas regiões metropolitanas.


O Gás Natural Veicular (GNV) caiu 1,24%, beneficiado pela maior disponibilidade interna e menor dependência de importações.

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