Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Aba 1
Aba 2
Economia
Brasil

Instituto criará centro especializado em energia renovável no oceano

Projeto investe em quatro tecnologias offshore
07 dez 2025 às 09:11
Por: Agência Brasil
Divulgação/Ari Versiani/PAC

Um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) prevê a criação do Centro Temático de Energia Renovável no Oceano – Energia Azul. Por meio dele, serão desenvolvidas quatro tecnologias para produção de energia renovável offshore (em alto-mar): conversão de energia das ondas, correntes de maré, gradiente térmico do oceano (OTEC) e produção de hidrogênio verde.


Para colocar o projeto em prática, o instituto venceu, recentemente, um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de cerca de R$ 15 milhões.


Redução de emissões


Segundo o INPO, as soluções têm aplicação industrial e podem reduzir emissões em setores de difícil abatimento, o que inclui plataformas de óleo e gás, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. As unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas movidas a gás natural, por exemplo, poderão substituir parte da geração por fontes limpas produzidas no oceano.


O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, reforça o potencial estratégico da iniciativa.

Outras notícias

Governo prevê crédito a empresas afetadas por fim da 6x1

Economia avança 0,34% em agosto e mantém sinal de desaceleração

Brasil deve voltar a ser 8ª maior economia do mundo em 2027


“A disponibilidade de recursos renováveis no oceano e a experiência brasileira em atividades offshore são diferenciais importantes. Podemos transformar o oceano em um aliado estratégico na transição energética, produzindo eletricidade, hidrogênio e água dessalinizada de forma sustentável”, diz ele.


Bolsas para estudantes


Do total investido, R$ 4,3 milhões serão destinados a bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado em parceria com quatro universidades: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). A medida busca fortalecer a formação de especialistas e expandir a produção de conhecimento em energias oceânicas no país.


Outra frente do projeto simula fisicamente a produção de hidrogênio a partir de energia eólica offshore, utilizando água do mar dessalinizada para eletrólise (conversão de energia elétrica em energia química).

A tecnologia, segundo o INPO, busca resolver o problema da intermitência da geração eólica, permite armazenar energia sob a forma de hidrogênio e garante estabilidade ao sistema elétrico.


Hoje, cerca de 250 gigawatts em projetos de eólica offshore estão em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Se apenas 20% forem implantados, a matriz elétrica brasileira pode ganhar 50 gigawatts adicionais - quase um quarto da capacidade nacional atual.


A turbina para aproveitamento de correntes de maré será capaz de operar tanto no oceano quanto em rios de fluxo contínuo.


“Mesmo turbinas de pequeno porte podem alcançar alta capacidade instalada. Isso permite levar energia limpa e contínua a comunidades isoladas, solucionando um problema histórico de acesso à eletricidade”, afirma Estefen.


Conversor de águas


O projeto prevê ainda o desenvolvimento de quatro equipamentos: um conversor de ondas, um sistema Otec baseado em ciclo de Rankine com amônia, um módulo de produção de hidrogênio offshore e uma turbina de correntes de maré.


Cada tecnologia será projetada, construída e testada em ambiente laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instalação no mar.


Estefen disse, ainda, que o Centro de Energia Azul será decisivo para elevar o nível de maturidade tecnológica das soluções.


“As energias renováveis offshore encontram-se atualmente em fase pré-comercial, o que exige avanços nos níveis de maturidade tecnológica (TRL). O Centro de Energia atuará justamente nesse estágio intermediário, viabilizando a prova de conceito e o detalhamento de projetos para aplicação em escala real. Ao final do projeto, para cada tecnologia está contemplada a entrega de respectivo projeto-piloto para instalação no mar, etapa que prepara o caminho para aplicações comerciais em larga escala”, finaliza o diretor-geral.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Dólar sobe 1,15% e fecha a R$ 5,09 em dia de cautela

Economia
Imagem de destaque

Lote complementar do abono salarial começa a ser pago

Economia

Prazo para empresas optarem por Simples acaba nesta quinta

Economia

Confiança dos industriais melhora, mas segue abaixo de 50 pontos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Homem de 69 anos é preso após abordagem sexual a menina de 12 anos

Brasil e mundo
Mundo

Bebê é encontrado em sacola após cadela insistir em farejar pacote

Cidade
Londrina e região

Empresário é morto a tiros ao sair de casa em Londrina

Cidade
Londrina e região

Batida frontal deixa um morto e dois feridos na PR-090

Cidade
Londrina e região

Ave atinge rede elétrica e deixa região central sem energia

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 7 I Imagem Profissional Estratégica I Jihana Rosa

Podcast Feirauto | EP 2 | Expectativas para a Feirauto | 13/10

Podcast Feirauto | EP 1 | Feirauto em Destaque | 09/10