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Economia

Lazari diz que não executar garantias da Odebrecht pode ser uma alternativa

27 jun 2019 às 14:25
Por: Estadão Conteúdo

O presidente do Bradesco, uma das instituições credoras da Odebrecht, defendeu o caminho da negociação dos bancos com a empresa para a preservação do grupo, em recuperação judicial, e indicou que a instituição não pretende executar as garantias.

"Acreditamos no caminho de negociação com Odebrecht e é isso que vamos buscar, uma estratégia de preservar a empresa, o negócio e os empregos. Esse é nosso principal objetivo", afirmou o presidente da instituição em conversa com o Broadcast/Estadão, no evento Finanças Mais, organizado pelo grupo Estado.

Nesse sentido, Lazari disse que não executar garantias pode ser uma alternativa, mas que depende de todos os bancos sentarem à mesa para uma solução, que ele acredita passar por alongamento de prazos e da carência para que o grupo honre seus compromissos financeiros.

Nesta semana, outros bancos credores, como o Itaú Unibanco e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entraram com agravo à decisão do juiz da recuperação judicial da Odebrecht de bloquear a execução de garantias dos credores que estão fora do processo, e pela lei teriam esse direito, além de impor multa de 20% do valor da causa para os que o fizessem.

"A garantia tem de ser preservada para os bancos, mas a empresa tem de continuar existindo para poder honrar seus compromissos financeiros, sem que tenhamos a necessidade de executar as garantias", observou.

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De todo o modo, Lazari pontuou que também o Judiciário tem de cumprir seu papel para manter a empresa viva e ao mesmo tempo entender que os credores têm de ser preservados. "Se todos quiserem resolver seu problema individualmente, não vamos ter uma solução satisfatória para o grupo", pontuou.

O presidente do Bradesco afirmou ainda que o banco vai defender o credor e o banco para que cheguem a um entendimento que seja bom para todo mundo. "Não só pelo aspecto óbvio de o banco recuperar seus ativos, mas também para preservar a empresa. Se continuar operando no mercado será mais fácil para os credores recuperarem os seus créditos e os empregos serão mantidos", disse.

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