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'Não dá para fugir de reforma fiscal', diz presidente da CNI

Ricardo Alban diz que o próximo governo terá de enfrentar o problema das contas em 2027, mas defende racionalidade dos gastos em vez de mais impostos
13 jul 2026 às 16:10
Por: Band
Divulgação

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o próximo governo federal, independentemente do resultado das eleições de outubro, terá de enfrentar a crise fiscal do país de forma obrigatória a partir de 2027. Em entrevista ao programa Canal Livre, o dirigente classificou o cenário atual como grave.


Alban apontou as altas taxas de juros que o Tesouro Nacional precisa pagar para emitir e colocar seus títulos públicos no mercado financeiro como o principal sinal de alerta. Na avaliação do empresário, o indicador reflete a desconfiança dos investidores em relação à sustentabilidade das contas públicas.


"O problema é sério. Por ser sério, qualquer que seja a opção que o brasileiro decidir agora em outubro, não vai dar para fugir da seriedade do problema. Não vai dar para fugir de uma reforma fiscal", declarou o presidente da CNI.


Teto da carga tributária e combate à informalidade


O dirigente defendeu que a solução para o equilíbrio econômico não deve passar pelo aumento da arrecadação ou pela elevação da carga tributária sobre o setor produtivo. Ao citar o conceito econômico da Curva de Laffer, Alban argumentou que a elasticidade da receita chegou ao limite e que novas taxações fariam a atividade econômica encolher.


A posição rebateu sugestões de ajuste pelo lado da receita, como a taxação de grandes fortunas — recomendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao Congresso Nacional — ou a revisão das alíquotas do Imposto de Renda. Em contrapartida, a CNI propõe focar na "racionalidade dos gastos públicos" e no combate ao mercado ilegal, citando o comércio de cigarros eletrônicos como exemplo de evasão fiscal.

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  • Prejuízo estimado: Estudos da entidade apontam que o Brasil perde cerca de R$ 250 bilhões por ano em faturamento devido ao mercado informal.


  • Arrecadação perdida: A informalidade deixa de gerar dezenas de bilhões de reais em impostos que poderiam abastecer o caixa da União.


Previdência Social em pauta


O presidente da confederação também sinalizou que a proximidade de uma nova discussão sobre as regras previdenciárias é inevitável. Ricardo Alban criticou o andamento de projetos no Congresso que tratam da aposentadoria especial para agentes de saúde, classificando o movimento como uma "contrarreforma" que caminha na contramão das tendências globais de ajuste demográfico e financeiro.

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