O Observatório Social de Foz do Iguaçu está preocupado com os poucos projetos conquistados pela Secretaria de Planejamento de Foz para melhorias no município. A falta de uma equipe técnica específica para elaboração de projetos e verificação diária dos programas disponíveis no portal de convênios do governo federal, o Siconv. Só este ano foram abertos vários projetos nas mais diversas áreas, para a apresentação de propostas, mas nenhuma delas está entre as propostas lançadas pela captação de recursos comandada pelo secretário Elsidio Emilio Cavalcante. O observatório social já fez várias sugestões para tentar ajudar o município.
Os orçamentos dos municípios estão cada vez mais apertados, dinheiro para melhorias na execução de políticas públicas é um desafio que precisa ser enfrentado pelas prefeituras com jogo de cintura. A captação de recursos junto ao governo federal tem sido uma das saídas encontradas por muitas secretarias, de acordo com a visão do observatório social de Foz do Iguaçu. Mas é preciso ter uma equipe específica para este fim . A presidente do observatório Eleonor Venson de Souza cita como exemplo a equipe de Santa Terezinha de Itaipu, município com pouco mais de 23 mil habitantes que tem 7 pessoas treinadas e prontas para a captação de recursos. Lá a equipe conseguiu mais de 50 milhões de reais nos últimos 5 anos para investimentos na cidade.
O observatório já esteve na Secretaria de Planejamento de Foz que é responsável por este setor de projetos e captação de recursos e entregou uma lista com várias sugestões. Uma universidade particular já entregou ao município 10 projetos elaborados pelo escritório modelo de arquitetura. O trabalho foi feito por alunos supervisionados por professores e também profissionais formados pela universidade.
Mas nenhum dos projetos doados há um ano ainda foi implementado. Pedro Cardoso é aluno do quarto ano de arquitetura e participou da elaboração do trabalho. A universidade está aberta a novas parcerias em diversas áreas para contribuir com o desenvolvimento da cidade. Para o Observatório Social a Secretaria de Planejamento poderia aproveitar melhor este conhecimento oferecido pelas universidades o que ajudaria no desenvolvimento da cidade. A entidade continua monitorando de perto as ações nesse sentido.