Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Prévia da carga tributária sobe para 32,32% do PIB em 2024

Tributação de offshores e fim de isenções a combustíveis influenciaram
28 mar 2025 às 20:15
Por: Agência Brasil
Marcello Casal jr/Agência Brasil

A prévia da carga tributária (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 32,32% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, divulgou nesta sexta-feira (28) o Tesouro Nacional. Em 2023, o mesmo indicador tinha atingido 30,26%, diferença de 2,06 pontos percentuais.


Segundo o Tesouro, vários fatores pesaram para o aumento da carga tributária. O principal foi o crescimento da economia, que aumentou a arrecadação dos tributos sobre bens e serviços em 0,81 ponto percentual do PIB em nível federal no ano passado. Somente a arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributo diretamente ligado às vendas, subiu 0,42 ponto.


No caso da alta do dólar, os preços mais caros das mercadorias importadas ajudaram a reforçar a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS), da Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O fim da isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha, que voltaram às alíquotas normais em janeiro de 2024, também influenciaram a comparação.


Outro fator que ajudou a elevar a carga tributária foi o aumento de 0,5 ponto percentual do PIB na arrecadação de tributos relacionados à renda, ao lucro e a ganhos de capital. A principal medida foi a , empresas de investimento no exterior, que entrou em vigor no fim de 2023.

Outras notícias

Receita paga lote especial de restituição automática em julho

Beneficiários podem contestar descontos indevidos até este sábado

Brasil sentiu menos o aumento do petróleo que outros países


Em 2024, a arrecadação de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) subiu 0,38 ponto percentual do PIB. As receitas com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) avançaram 0,06 ponto percentual.

Em âmbito estadual, a receita do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo que mais arrecada no país, aumentou 0,46 ponto percentual do PIB em 2024. Segundo o Tesouro Nacional, isso se deve ao fim da desoneração sobre combustíveis e à recuperação da economia, que impulsionou as vendas.


Na esfera municipal, a receita do Imposto sobre Serviços (ISS) subiu 0,09 ponto percentual do PIB, impulsionada pelo crescimento de 3,1% no volume de serviços em 2024.


Esferas de governo

A carga tributária do governo federal subiu 1,5 ponto percentual em 2024, de 19,93% para 21,43% do PIB. O peso dos impostos estaduais avançou 0,45 ponto, de 7,58% para 8,03% do PIB. Nos governos municipais, a arrecadação de impostos subiu 0,11 ponto percentual, de 2,28% para 2,39% do PIB, puxada por aumentos no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Classificação econômica

Ao somar os três níveis de governo (federal, estadual e municipal), os Impostos sobre bens e serviços subiram 1,37 ponto percentual do PIB em relação a 2023, passando de 12,54% para 13,91%. Em seguida estão os Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, com 9,09% do PIB, alta de 0,5 ponto em relação ao ano anterior.


A arrecadação dos impostos sobre a propriedade subiu 0,01 ponto, de 1,7% para 1,71% do PIB. A receita dos impostos sobre a folha de pagamento e a mão de obra caiu 0,01 ponto, de 0,31% para 0,3% do PIB. Por causa da alta do dólar, os impostos sobre o comércio externo e as transações internacionais avançaram 0,13 ponto, de 0,53% para 0,66% do PIB.


O peso das contribuições sociais sobre o PIB subiu de 6,59% para 6,65% do PIB. A alta de 0,06 ponto percentual foi motivada principalmente pela arrecadação da contribuição para a Previdência Social, que subiu de 5,23% para 5,29% do PIB, puxada pela recuperação do mercado de trabalho.


Todo mês de março, o Tesouro divulga uma estimativa própria da carga tributária do ano anterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a elaboração de uma prévia da carga tributária é necessária porque os dados são incluídos na prestação de contas da Presidência da República. O número oficial, divulgado pela Receita Federal, só sai ao longo do segundo semestre.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Entidades consideram insuficiente redução da taxa Selic

Economia
Imagem de destaque

Desenrola registra 17 mil operações em pouco mais de um mês

Economia

Receita abre consulta ao 2º lote de restituição do IR 2026 na terça

Economia

Programa destina R$ 360 milhões a pequenas empresas inovadoras

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Atraso salarial mobiliza paralisação de vigilantes em Londrina

Cidade
Londrina e região

Motorista ligado a facção é preso com R$ 200 mil em Londrina

Cidade
Londrina e região

Motorista bate Kombi sem freio em poste e evita tragédia

Cidade
Brasil

Homem é preso por incendiar mãe e filha em Cambé de madrugada

Cidade
Londrina e região

Homem é agredido, cai e bate a cabeça em via movimentada

Podcasts

Sem Cerimônia | EP 7 | Os Cuidados Antes e Depois da Cirurgia | Amanda Luz

PodFala com a Tai | EP 18 | Os Desafios da Carreira Independente | Anágela Cantora

Podcast O Construtor| EP 8 | Tecnologia e Conforto Inteligente com a Wi House | Glauber Correia

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.