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Economia

Revisão de exportações será incorporada no fechamento do PIB

05 dez 2019 às 07:10
Por: Estadão Conteúdo

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro trimestre, divulgado na terça-feira pelo IBGE, só incorporará as revisões de dados das exportações brasileiras na divulgação do fechamento do ano, prevista para o dia 4 de março de 2020. No entanto, não deve haver mudança significativa no desempenho da atividade econômica do período, acredita o instituto.

"O panorama não vai mudar em nada. Não muda a avaliação conjuntural. O PIB vai continuar a crescer por conta do consumo das famílias e da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB)", garantiu Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

A explicação do IBGE foi feita após a publicação de um artigo do jornal britânico Financial Times, que colocou em xeque a divulgação dos dados do governo. Sob o título "Falha nos dados econômicos brasileiros desperta preocupações entre analista", o texto questionava a confiabilidade das estatísticas em decorrência das recentes revisões feitas pelo Ministério da Economia sobre os dados das exportações - que poderiam levar a uma revisão também do resultado do PIB.

O que aconteceu. Em 28 de novembro, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia anunciou uma revisão dos dados das exportações brasileiras em novembro. As exportações somaram US$ 13,498 bilhões até a quarta semana, e não US$ 9,681 bilhões, como informado originalmente pela Secex, uma diferença de US$ 3,817 bilhões. Após a correção, o saldo da balança comercial no mês passou de um déficit de US$ 1,099 bilhão para um superávit de US$ 2,717 bilhões. Na segunda-feira, o órgão voltou a retificar informações anteriores, desta vez os dados de setembro e outubro.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quarta-feira, 4, que as revisões em um curto espaço de tempo geram insegurança e desconfiança do investidor. Maia acrescentou, porém, que não estava questionando o mérito das decisões, mas destacou que o problema é o tempo entre as revisões. "O problema é que uma decisão no fim de setembro e outra no início de dezembro geram no mínimo desconfiança e insegurança", disse o deputado. / COLABOROU AMANDA PUPO


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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