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Sem novidades na Previdência, dólar inicia abril em queda

01 abr 2019 às 18:25
Por: Estadão Conteúdo

A ausência de ruídos sobre a reforma da Previdência após a pacificação no relacionamento entre o governo Jair Bolsonaro e o Congresso abriram espaço para que o real se beneficiasse do ambiente externo de apetite ao risco nesta segunda-feira, 1. Em meio a uma perda de força generalizada da moeda americana na comparação com divisas emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, o dólar encerrou a primeira sessão de abril em queda de 1,06%, cotado a R$ 3,8746, após ter acumulado alta de 4,33% em março.

Segundo Thiago Silêncio, operador de câmbio da CM Capital Markets, sem novidades sobre a reforma da Previdência, o rumo do dólar foi ditado pelo ambiente externo. Dados positivos da indústria chinesa amenizaram as preocupações com uma eventual desaceleração da economia mundial, o que despertou um apetite por ativos de risco. Também contribuiu para o ambiente benigno no exterior a expectativa de avanço nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

"A verdade é que havia uma 'gordura' no câmbio e os investidores aproveitaram o clima favorável no exterior para se desfazer de parte de posições defensivas", diz Silêncio, ressaltando, contudo, que qualquer sinal de dificuldade no andamento da reforma da Previdência no Congresso ou de que haverá desidratação acentuada do texto-base poderá estressar o mercado.

Segundo operadores, o mercado tende a trabalhar nesta terça-feira em compasso de espera pela audiência do ministro da economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira, dia 3, que deve fornecer pistas sobre o quão a reforma será bombardeada na Câmara. Apesar da postura errática do governo Bolsonaro, já há, pelo menos, um calendário para o andamento do texto na CCJ. Está prevista para o dia 9 de abril a entrega do parecer do relatório da PEC da Previdência na Comissão pelo deputado Marcelo Freitas. Já admissibilidade da proposta deve ser votada no dia 17.

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, sem estresse grande lá fora, a perspectiva é que o dólar trabalhe em uma banda entre R$ 3,85 e R$ 3,90 no curto prazo, mais perto do piso ou do teto de acordo com o andamento da reforma da Previdência. Segundo Galhardo, passado o estresse de março, em meio à crise política, investidores tendem a manter uma postura mais cautelosa e evitar apostas mais contundentes no real. "Dólar a R$ 3,80 ainda é alto, mas ainda existe muita incerteza em relação à Previdência", diz Galhardo.

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