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Sem reforma, investimento da União cairá a zero em 2 anos, diz Mansueto

06 mai 2019 às 12:45
Por: Estadão Conteúdo

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta segunda-feira, 6, que o crescimento rápido das despesas em um cenário sem a reforma da Previdência pode levar o nível de investimentos da União a zero. "A despesa da Previdência vem crescendo tanto que investimentos caem rapidamente. Sem reforma da previdência, investimento da União cairá a zero em dois anos", afirmou em entrevista à GloboNews. "Se a reforma da Previdência for diluída, será necessária nova reforma em poucos anos", completou.

Ele também repetiu que, se a proposta de reforma da Previdência for desidratada no Congresso, a recuperação da confiança na economia brasileira será prejudicada e a União poderá ficar sem recursos para realizar novos investimentos.

Corte no Orçamento

O secretário do Tesouro Nacional reforçou que o governo precisará fazer um novo corte no Orçamento de 2019 se o Congresso não autorizar até junho a emissão de dívida para o pagamento de despesas de custeio. A medida é necessária para que a União não descumpra a regra de ouro neste ano.

Segundo Mansueto, apesar do pedido de autorização feito pela União ser de R$ 248 bilhões, o rombo para o cumprimento da regra constitucional estaria hoje entre R$ 120 e R$ 140 bilhões.

O secretário lembrou que o espaço do governo federal para conter as despesas discricionárias é muito reduzido e apontou que o contingenciamento de R$ 30 bilhões já feito no Orçamento de 2019 é "bastante expressivo". "Se o Congresso não aprovar aumento da dívida até junho, será necessário novo corte no Orçamento", alertou.

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Mansueto afirmou ainda que a conta de subsídios supera a casa dos R$ 300 bilhões por ano, mas considerou ser necessário apontar o custo/benefício de cada programa para haja apoio a medidas que reduzam subvenções.

O secretário avaliou ainda que a situação fiscal do Brasil ainda "é muito séria e delicada", lembrando que o déficit primário estimado para 2019 é de R$ 139 bilhões, superior ao rombo de 2018.

"O mercado está aceitando ajuste fiscal gradual, mas não podemos errar de novo", avaliou "O melhor impulso que governo pode dar na economia é restabelecer a confiança, com a aprovação das reformas. E em uma democracia com mais de 30 partidos, é necessário apoio político", concluiu.

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