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VW Caminhões abre novo turno para evitar contaminação

25 jun 2020 às 07:17
Por: Estadão Conteúdo

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) vai iniciar, na segunda-feira, um segundo turno de trabalho na fábrica de Resende (RJ). A produção diária será ampliada de 85 para 110 a 120 unidades, mas o principal motivo da medida é reduzir o risco de contaminação da covid-19 entre os funcionários do complexo, que inclui vários fabricantes de autopeças.

A empresa informa que metade dos quase mil funcionários que estão com contratos suspensos voltará ao trabalho. Outros mil trabalhadores já tinha retornado à fábrica no fim de abril. O complexo emprega, ao todo, cerca de 4,5 mil pessoas.

VWCO e Scania foram as primeiras montadoras a retomar atividades no fim de abril, após várias semanas de paralisações que envolveram quase todas as fabricantes de veículos do País.

Inicialmente, a empresa estava produzindo apenas 45 caminhões ao dia, volume que vem aumentando desde então em razão de novas encomendas. Antes da pandemia a fábrica produzia 180 veículos ao dia, em um único turno, mas com equipe maior, informa Jovelino Juffo, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense.

Segundo ele, a VWCO daria conta da produção de 120 veículos por dia um único turno, mas preferiu reabrir o segundo para garantir as medidas de distanciamento entre os trabalhadores.

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"A empresa tem feito um trabalho muito bom nessa retomada, como a distribuição de nove máscaras para cada funcionário, álcool gel, higienização das instalações e o aumento de 80 para 160 da frota de ônibus que transporta os funcionários", afirma Juffo.

Em 2019, foram vendidos no País um total de 101,3 mil caminhões, alta de 33% ante o ano anterior. Para este ano, o setor trabalhava com nova alta de 18%, para cerca de 120 mil unidades,

Com a crise provocada pela pandemia do coronavírus, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reviu a projeção para 65 mil unidades, queda de 36% ante 2019. Empresas do setor, como a Scania, começam a avaliar medidas para lidar com o excedente de pessoal.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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