Em torno de 170 zeladoras dos Centro Municipais de Educação Infantil de Cascavel continuam sem receber os salários referentes ao mês de julho. As funcionárias são contratadas da empresa RR Serviços Ltda que presta serviços terceirizados para o município.
O salário que deveria ter sido pago até o dia 5º dia útil deste mês não ocorreu e por essa razão houve inclusive paralisação das funcionárias que foram em frente a prefeitura para pedir que as autoridades do paço municipal tomassem as devidas providências.
O rendimento mensal das zeladoras é de 1.076, além de vale alimentação de 385 reais. A empresa responsável pelo pagamento das zeladoras é de Curitiba e mantém contrato com a prefeitura desde 2014. Segundo o responsável Rodrigo Ribeiro os valores já estão defasados, faz tempo que tentam fazer uma revisão dos valores com a prefeitura.
Depois de comunicar a empresa a prefeitura informou que deve já nos próximos dias promover o rompimento do contrato com a prestadora. Na última quinta-feira (16), representantes da empresa, Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana) e da Prefeitura Municipal de Cascavel assinaram um termo no Ministério Público do Trabalho em que o município passa oficialmente a ser responsável pelo pagamento direto das trabalhadoras, Não havendo mais desta forma o repasse de valores para a prestadora de serviços. Nesta mesma data a empresa se comprometeu a repassar as informações referentes à folha de pagamento, relação nominal de trabalhadores, funções exercidas, número de conta bancária, valores salariais, além de todas as informações discriminadas. Outros dados como endereço, telefone, número do PIS e jornada de trabalho deveriam ser repassadas em um prazo de 10 dias. Até o momento existem documentações pendentes e isso está impedindo que o pagamento das funcionárias seja feito.
O descumprimento do tratado por parte da empresa já foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho. Já o sindicato que defende a categoria afirmou que deve entrar na justiça pedindo uma medida judicial para que os vencimentos sejam o mais breve possível debitados pela prefeitura na conta das trabalhadoras.