O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) condenou o Corinthians nesta quinta-feira (6) com a perda de um mando de jogo com portões fechados em decorrência dos cantos homofóbicos proferidos pela torcida do clube alvinegro. Em 14 de maio, foi possível ouvir cantos na Neo Química Arena direcionados aos jogadores do São Paulo, durante jogo válido pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro. A punição deverá ser cumprida no dia 29 de julho, no confronto contra o Vasco.
Enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o trecho da lei prevê punição a quem "praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência". No plenário da Corte, oito dos noves auditores votaram pela condenação. Apenas o auditor, Paulo Feuz, divergiu de maneira parcial e determinou que houvesse a punição contra todas as torcidas organizadas do clube de Parque São Jorge.
"Os cantos são evidentemente de extrema gravidade. Não resta dúvida que são preconceituosos. A provocação discriminatória tem que acabar no futebol. A sociedade mudou", afirmou o auditor Maurício Neves Fonseca ao proferir seu voto.
Manifestação do presidente
O mandatário do tribunal, José Perdiz, pontuou que é necessário uma união dos clubes contra cantos homofóbicos a fim de evitar novas punições. "Uma piada de mau gosto não é mais tolerada. Cantos discriminatórios estão proibidos no futebol brasileiro. Os patamares das relações humanas e de respeito social devem absolutamente serem respeitados por todos os partícipes do esporte. O clube tem que trabalhar para evitar novos episódios de cantos homofóbicos a partir de agora", pontuou.