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Morre Oscar Schmidt, maior jogador da história do basquete brasileiro

Ao longo de quase 30 anos, Mão Santa fez história com o ouro no Pan de 1987, com os 49.973 pontos marcados e por dizer não à NBA
17 abr 2026 às 19:15
Por: Band
Foto: Estadão Conteúdo

Oscar Schmidt, 68 anos, morreu nesta sexta-feira (17).


O maior jogador da história do basquete brasileiro havia sido internado no início da tarde em São Paulo, às 13h43. Ele sentiu um forte mal-estar, sendo inicialmente amparado por um médico amigo da família.


Poucas horas depois da internação, veio a confirmação da morte do Mão Santa. Em comunicado, a família informou a morte de Oscar “um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo”.


“Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida”, diz o texto.

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“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, completa.


A família informou que irá se despedir de Oscar em cerimônia reservada, restrita aos próprio familiar, em respeito ao desejo por “um momento íntimo de recolhimento”.


“Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto”, diz o comunicado.


“Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, encerra o texto.


Nas redes sociais, o NBB lamentou a morte de “uma lenda". "Oscar Schmidt, o Mão Santa, marcou gerações e escreveu seu nome para sempre na história do esporte”, publicou a liga nas redes sociais.


A trajetória de Oscar Schmidt

Nascido em Natal (RN) no dia 16 de fevereiro de 1958, Oscar Schmidt jogou profissionalmente por 28 anos, entre 1975 e 2003. Vestiu as camisas de equipes como Palmeiras, Sírio, Corinthians, Barueri e Flamengo, além de ter atuado por times da Itália e da Espanha. Foi campeão mundial em 1979 pelo Sírio, além de ter conquistado três edições do Campeonato Brasileiro (1977 pelo Palmeiras, 1979 pelo Sírio e 1996 pelo Corinthians), entre outros títulos.


Pela Seleção Brasileira, foram quase 20 anos, entre 1977 e 1996. Ao longo deste período, teve como principal momento a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis (EUA), vencendo os Estados Unidos na final por 120 a 115. Teve também um bronze no Mundial de 1978, disputado nas Filipinas. Disputou ainda cinco Olimpíadas: Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996. Com 7.693, é o maior cestinha da história da Seleção Brasileira.


Oscar participou do draft de 1984 na NBA, que contou com nomes como Michael Jordan, Charles Barkley, John Stockton e Hakeem Olajuwon. Foi selecionado pelo New Jersey Nets (atual Brooklyn Nets) na sexta rodada, mas abriu mão da vaga para poder continuar defendendo a seleção brasileira – até 1989, jogadores da NBA eram proibidos de defender as respectivas seleções nacionais.


Em 2017, o Brooklyn Nets homenageou Oscar, lançando uma camisa com o seu nome e o número 14. O ex-ala brasileiro foi recebido com um evento especial, com direito a fotos e autógrafos. No mesmo ano, participou do Jogo das Celebridades durante a programação do All-Star Game da NBA, disputado em Nova Orleans.


Em 1997, ainda nos tempos de jogador, Oscar Schimdt assumiu a Secretaria de Esportes da Prefeitura de São Paulo. Deixou o cargo no ano seguinte para concorrer a uma vaga no Senado, mas acabou derrotado e encerrou a passagem pela política. Foi ainda um dos criadores do Telemar/Rio de Janeiro, equipe que disputou torneios apenas entre 2004 e 2006, mas que faturou o título do Campeonato Brasileiro masculino de 2005.


Ao todo, Oscar marcou 49.973 pontos na carreira, aposentando-se como o maior cestinha do basquete mundial. A marca só seria superada em abril de 2024, quando foi superado por LeBron James. Maior cestinha da história da NBA, Lebron é o primeiro jogador da história do basquete a superar a marca de 50 mil pontos.


Oscar se casou em 1981 com Maria Cristina, com quem teve dois filhos: Filipe (nascido em 1986) e Stephanie (de 1989). Em 2011, foi diagnosticado com um câncer no cérebro, informando em 2022 ter se curado da doença. Nos últimos anos, vinha se dedicando a participar de palestras pelo Brasil.

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