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Natação paralímpica: Brasil garante seis pódios no Mundial

03 ago 2023 às 09:00
Por: Agência Brasil
Foto: Alessandra Cabral/CPB

O Brasil alcançou nesta quarta-feira (2) a quarta posição no quadro de medalhas do Mundial de natação paralímpica em Manchester (Inglaterra), ao subir seis vezes ao pódio, quatro delas com medalhas de ouro. Foi o caso do mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, que conquistou nesta quarta (2) o bicampeonato na prova dos 100 metros costas, classe S2 (limitação físico-motora) e ainda estabeleceu novo recorde das Américas - em vigor desde desde 2018 - e da competição ao completar a prova em 1min55s34.


Gabrielzinho deixou para trás o chileno Alberto Abarza (2min06s42), que detinha a melhor marca do continente na prova, e pelo polonês Jacek Czech (2min07s04). 


“É a prova mais difícil para mim. Mas a cada treino e competição, eu tenho aprendido mais. Era o único recorde das Américas que não era meu e cheguei com o objetivo de batê-lo. Agora, podem pesquisar recordes das Américas e todos, entre as provas que disputo, estarão com meu nome, Gabriel Araújo”, disse o nadador, de 21 anos, que faturou o primeiro ouro na prova na edição do ano passado, na Ilha da Madeira (Portugal).


A pernambucana Carol Santiago faturou nesta quarta-feira (2), dia em que completa 38 anos,  seu terceiro ouro no Mundial na prova dos 50m livre classe S12 (baixa visão), também com direito a quebra de recorde. Ela venceu como tempo de 26s71, superando a ucraniana Anna Stetsenko (28s01), medalha de prata, e a italiana Alessia Berra (28s38), que ficou com o bronze. Nesta edição do Mundial, Carol já arrematou ouro em duas provas: nos 100m costas e borboleta. 


Outro expoente, o paulista Samuel de Oliveira, de 17 anos, assegurou o topo do pódio com vitória nos 50m borboleta, classe S5 (comprometimento físico-motor), sua prova favorita,  em 31s21, o novo recorde da competição e das Américas. Caçula da delegação brasileira no Mundial, Samuca superou os chineses Jincheng Guo, prata (31s53), e Weiyi Yuan, bronze (31s58). Foi a segunda medalha do paulista nesta edição: na segunda-feira (31), ele já conquistara o bronze nos 50m livre.

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“É uma sensação única. Estou muito feliz. O esforço tem valido a pena. É uma prova muito difícil, porque qualquer erro pode tirar a medalha. Confesso que não fiz um tempo que imaginava. Foi melhor do que estava planejando. Consegui, também, graças ao acompanhamento psicológico que tenho feito”, revelou o atleta.


A quarta (2) ainda teve dobradinha de ouro e prata, respectivamente, das gêmeas paranaenses Débora e Beatriz Carneiro nos 100m borboleta da classe S14 (deficiência intelectual). Débora quebrou o recorde das Américas duas vezes: primeiros na eliminatórias, e depois na final com o tempo de 1min15s10. A irmã Beatriz (1min15s72) chegou em segundo e a australiana Paige Leonhardt (1min16s50) em terceiro. 


“Eu chorei muito e vou continuar chorando. Vou chegar a Maringá [cidade natal] chorando. Foi uma alegria imensa. Esse foi meu primeiro ouro em Mundial. Tive que focar e prestar atenção para fazer o melhor tempo da minha vida”, comemorou Débora. “É uma emoção dividir o pódio com a minha irmã. Nós mentalizamos esse tempo de 1min15, escrevemos em nossos cadernos e conseguimos”, completou Beatriz. 


A mineira Patrícia Santos faturou o bronze, sua primeira medalha no Mundial, nos150m medley SM4 (limitação físico-motora). Ela concluiu a prova em 3min06s30, atrás da sul-africana Kat Swanepoel (2min51s41) que ficou com o ouro, e da alemã Gina Boettcher (3min01s70), medalha de prata.


Nunca vai ser fácil conquistar uma medalha. O caminho é esse. Estou trabalhando para controlar melhor minha mente durante as provas. Um pequeno descuido pode colocar tudo a perder”, sintetizou a atleta, que foi baleada no pescoço durante um assalto a uma casa lotérica onde trabalhava como caixa e ficou tetraplégica.


O Mundial de natação paralímpica vai até o próximo domingo (6 de agosto), com transmissão ao vivo na conta do Comitê Olímpico Internacional (Paralympic Games) no YouTube. As provas no Mundial ocorrem em dois períodos: as eliminatórias são disputadas de madrugada (no horário de Brasília), e as finais no turno da tarde.

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