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Terra de Campeões: Japão já foi palco de decisão da Fórmula 1 em 13 oportunidades

Suzuka e Fuji testemunharam momentos que definiram o campeonato da maior categoria de automobilismo
01 abr 2025 às 18:42
Por: Band
Os campeões da Fórmula 1 em Suzuka Red Bull

Chegou a hora do público brasileiro acompanhar mais uma etapa na madrugada. A Fórmula 1 desembarca no Circuito de Suzuka para mais uma etapa do GP do Japão entre os dias 3 e 6 de abril.


Ainda que seja na madrugada, a prova nipônica costuma brindar a torcida com momentos históricos. Com um Grande Prêmio no país desde 1976, o Japão já foi palco de 13 decisões do campeonato da Fórmula 1, entre elas o primeiro e único título de James Hunt e de dois títulos de Ayrton Senna. 

1976 - James Hunt 

James hunt vence o campeonato de 1976 em Fuji - Fórmula 1

O Grande Prêmio do Japão estreou na Fórmula 1 em 1976, e logo de cara com uma prova emblemática que decidiu o título daquele ano. Michael Andretti (Lotus) largou da pole position e venceu, com Patrick Depailler (Tyrrell) em segundo e James Hunt (McLaren) em terceiro. Como Niki Lauda (Ferrari) abandonou a prova nas primeiras voltas, em decorrência do cenário perigoso criado pela chuva e pela neblina, Hunt conquistou o título sobre o austríaco por um ponto: 69 a 68.

1987 – Nelson Piquet 

Piquet acelera sua Williams em Suzuka - Redes sociais

Em 1987, Nelson Piquet se tornou o primeiro tricampeão mundial do Brasil ao conquistar o seu último título em Suzuka. 


Piquet chegou ao Japão com 12 pontos de vantagem para Nigel Mansell, seu companheiro de equipe na época. A corrida em Suzuka prometia muita emoção, com a disputa entre os pilotos da Williams pelo título até o fim. Porém, o “Leão” bateu no treino classificatório e ficou de fora da corrida. 

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Com isso, o título de Piquet estava garantido e o brasileiro se despedia da equipe de Frank Williams na corrida seguinte, o GP da Austrália, e arruma sua mala a caminho da Lotus. 

1988 - Ayrton Senna

Ayrton Senna comemora primeiro título mundial em Suzuka - Reprodução

Bastava uma vitória para Senna conquistar por antecipação o seu primeiro título mundial. Ele fez a pole, mas o motor de sua McLaren parou na hora da largada. Quando o carro pegou, Senna tinha caído para a 14ªposição, enquanto Alain Prost, seu companheiro de equipe, e com quem disputava o título, era o líder.


No final da 19ª volta, Senna já era o segundo. A garoa que caiu em Suzuka foi o ingrediente ideal para Senna tirar a diferença para Prost e encostar no francês, conseguindo a ultrapassagem na reta, na 27ª das 51 voltas. A partir daí, seguiu inabalável rumo ao título, abrindo treze segundos de vantagem sobre o francês no final da corrida.


Senna cruzou a linha de chegada visivelmente emocionado. Depois, contou que, quando se aproximava da bandeirada, pôde ver e sentir a presença de Deus.

1989 - Alain Prost 

Ayrton Senna e Alain Prost no GP do Japão 1989 - @F1/Twitter

Ayrton Senna foi campeão da Fórmula 1 em 1988 e poderia conquistar o bicampeonato em 1989. Para isso, precisaria superar o próprio companheiro de equipe na McLaren, Alain Prost, que buscava o tricampeonato após se consagrar em 1985 e 1986.


No GP do Japão, o brasileiro ainda largou na pole position, mas perdeu a liderança para Prost logo na largada. Começou ali uma perseguição que durou várias voltas: Senna se aproximava, mas não conseguia o bote certeiro para retomar o primeiro lugar. A concorrência já havia ficado para trás.


Até que veio a volta 46. Senna saiu da curva 130R em um ritmo forte, do lado direita da pista, com a preferência para entrar na chicane que fecha a volta. Prost vinha pela esquerda, à frente, mas antecipou a tomada para a direita na tentativa de fechar a porta. As duas McLaren se enroscaram e pararam.


No fim, Nannini venceu, Senna não pontuou e Prost ficou com o título. Ambos abandonaram o GP da Austrália, e terminaram com a mesma pontuação conquistada no GP da Espanha: 76 a 60.

1990 - Ayrton Senna

Ayrton Senna (McLaren) e Alain Prost (Ferrari) no GP do Japão 1990 - @F1/Twitter

Em 1990, com Senna na McLaren e Prost indo para a Ferrari, a rivalidade entre os dois seguiu a flor da pele e o palco da decisão era o mesmo da temporada anterior: Suzuka, no Japão. Senna e Prost já haviam interrompido o convívio amistoso que marcou o primeiro ano da parceria e estavam em pé de guerra na reta final da temporada 1989.


Prost precisava vencer para conquistar o título. A direção da prova negou a Senna, pole position, o direito de largar do lado esquerdo, o mais limpo e emborrachado da pista.


Prost, segundo colocado no grid, largou pelo lado de fora, enquanto Senna seria prejudicado pela sujeira do lado interno da pista. E o brasileiro, a cerca de 250 km/h, simplesmente não freou para a primeira curva, como revelaria a telemetria, colidindo com o rival. O campeonato estava decidido, com Ayrton bicampeão mundial.

1991 - Ayrton Senna

Pódio do GP do Japão de 1991, com Ayrton Senna, Gerhard Berger e Ricardo Patrese - Reprodução

No dia 20 de outubro de 1991, o Brasil celebrava o seu último título mundial na Fórmula 1. No GP do Japão, Ayrton Senna conquista o tricampeonato após um erro de Nigel Mansell no início da prova.  


Senna só não conquistou sete vitórias naquele ano, porque terminou a corrida no Japão em segundo, após tirar o pé e ceder a vitória ao seu companheiro na McLaren, Gerhard Berger. 

1996 - Damon Hill 

Damon comemora seu primeiro, e único, título mundial em Suzuka - Williams

Em 13 de outubro de 1996, Damon Hill se tornou o primeiro filho de um campeão a repetir o feito do pai na Fórmula 1. Após 28 anos, a família Hill conquistava o seu terceiro título mundial. 


Após dois anos perdendo o campeonato para Michael Schumacher, Hill finalmente conseguiu bater o alemão, que não era o seu rival pelo título em 1996, e sim Jacques Villeneuve, seu companheiro na Williams. O filho de Graham Hill assumiu a ponta na largada em Suzuka para nunca mais perder e repetir um feito que apenas foi igualado em 2016 com Nico Rosberg. 

1998 e 1999 - Mika Häkkinen 

Mika Häkkinen comemora o título em 1998 e 1999 - McLaren

Primeiro em 1998, Mika Häkkinen chegou ao Japão 90 pontos no campeonato de pilotos e Michael Schumacher, seu rival na disputa pelo título, com 86. A pole ficou com o alemão e o finlandês voador ficou apenas dois décimos atrás. Nessa história, um homem ganharia o terceiro título, e o outro, o primeiro.


Porém, isso ninguém esperava: Schumacher deixou carro morrer na volta de apresentação, largou do fim do grid e abandonou a prova com pneu furado. Mika liderou a prova de ponta a ponta em uma corrida até que fácil, segundo o próprio. 


“Sempre há um problema quando você está liderando facilmente assim, e aconteceu comigo com cerca de 10 voltas para o fim, que é a tendência de sua mente começar a pensar em outras coisas. Eu quase comecei a assobiar no carro", comentou. 


Já em 1999, as coisas foram um pouco diferentes. O piloto da McLaren venceu praticamente de ponta a ponta a prova, um final de semana praticamente perfeito, em Suzuka e nem deu margem para ser ameaçado por Eddie Irvine, seu rival naquele ano na disputa pelo “caneco”. 

2000 e 2003 - Michael Schumacher 

Michael Schumahcer na conquista do título de 2000 e 2003 - Ferrari

Foram 7.762 dias, ou melhor, 21 anos que a Ferrari não via um piloto com o Cavallino Rampante estampado em seu peito ser campeão mundial na Fórmula 1. Isso até Michael Schumacher conquistar o tricampeonato mundial em 2000, após duas derrotas para a McLaren e Mika Häkkinen. 


Por mais que Häkkinen tenha assumido a ponta da prova após uma largada péssima do alemão. Schumacher e a Ferrari tiraram um coelho da cartola com a estratégia nas paradas e assim o “Barão Vermelho” conquistava o primeiro de cinco títulos com a Ferrari. 


O ano de 2003 mostrou que Schumacher não era apenas mais um campeão mundial, mas dentro de um seleto grupo da Fórmula 1, o alemão estava além dele. No dia 12 de outubro daquele ano, a F1 conheceu seu primeiro hexacampeão mundial. 


Um sexto título conquistado graças a Rubens Barrichello, que em momento algum da prova, deu chances para que Kimi Räikkönen. Na chegada aos boxes, Schumacher, que chegou apenas na oitava posição, mas o suficiente para ser campeão, fez questão de cumprimentar o brasileiro. 

2011 - Sebastian Vettel

Sebastian Vettel conquista o bicampeonato em 2011- Red Bull

O bicampeão mais jovem da história da Fórmula 1, essa foi a marca alcançada por Sebastian Vettel quando conquistou o seu segundo título mundial em 2011. Mesmo não vencendo a prova em Suzuka, o quarto lugar deu os pontos que o alemão precisava para levar o “caneco” para casa com quatro corridas de antecedência.  

2022 - Max Verstappen

Max Verstappen vence o campeonato em 2022 - Red Bull

Um confuso Grande Prêmio do Japão coroou Max Verstappen como o campeão da temporada 2022 da Fórmula 1. O holandês da Red Bull venceu a prova, que sofreu um atraso de mais de duas horas em decorrência das chuvas e teve apenas 28 voltas. Como as 28 voltas foram suficientes para a distribuição integral dos pontos, Verstappen somou 25 pontos, contra 18 do companheiro da Red Bull e 15 do rival da Ferrari. Foi o suficiente para levar o bicampeonato para casa. 

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