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WTA institui teste genético obrigatório para atletas do tênis feminino

Nova política de elegibilidade adota sexo biológico como critério rumo a Los Angeles-2028
21 jul 2026 às 08:24
Por: Band
Foto: Reprodução Twitter / WTA

A Associação de Tênis Feminino (WTA) iniciará, a partir desta terça-feira (21), a aplicação de exames genéticos obrigatórios para todas as jogadoras que disputam o circuito profissional.


A medida integra a atualização da política de elegibilidade da entidade e passa a figurar como pré-requisito indispensável para a presença das atletas nos campeonatos promovidos pela associação, incluindo a trajetória de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.


De acordo com o posicionamento oficial da entidade, a reformulação regulamentar visa "preservar a integridade do tênis profissional feminino e manter condições de competição justas para todas as jogadoras".


A diretriz aprovada determina que os critérios de elegibilidade serão estabelecidos rigorosamente com base no sexo biológico, desconsiderando o sexo assinalado em registros de documentação civil ou a identidade de gênero informada pela participante.


Mapeamento do gene SRY e adequação ao COI


O procedimento médico estabelecido consiste em uma testagem simplificada e de etapa única para identificar a presença do gene SRY — sequência de DNA comumente encontrada no cromossomo Y e responsável pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas.

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Conforme os parâmetros definidos pela WTA, as tenistas que apresentarem o gene SRY serão enquadradas como homens biológicos para fins de permissão em torneios, ao passo que as competidoras sem o indicador serão classificadas como mulheres biológicas.


A implementação dessa diretriz alinha a WTA às orientações formais divulgadas em março pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) voltadas aos Jogos de Los Angeles-2028. O movimento acompanha um fluxo recente de atualizações normativas promovidas por diferentes órgãos e federações do esporte internacional no que tange às exigências para o ingresso em disputas femininas.


Posicionamento e justificativa da entidade


Por meio de nota oficial, a WTA frisou que o novo regulamento traça uma diferenciação objetiva entre o sexo biológico e a identidade de gênero de cada indivíduo, ressaltando que a resolução:


Não tem a intenção de desrespeitar ou questionar a identidade de gênero ou a dignidade de qualquer pessoa.


A associação reforçou que o objetivo central da norma é consolidar parâmetros padronizados e transparentes de elegibilidade, garantindo a isonomia e a igualdade de condições esportivas nas quadras.

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