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Justiça suspende porte de armas de promotor que descumpriu medidas protetivas

09 ago 2023 às 12:52
Por: Portal Tarobá

A justiça determinou a suspensão do porte de arma do promotor Bruno Vagaes, acusado de descumprir, por mais de 100 vezes, as medidas protetivas da ex-esposa.


Nessa terça-feira (08), no entanto, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) adiou o julgamento do processo disciplinar contra o promotor. O procedimento foi aberto para apurar suspeita de "ausência de celeridade" em investigações internas do MPPR em relação à conduta de Bruno Vagaes.


A suspensão do porte de arma é um pedido antigo de Fernanda Barbieri: 


"A suspensão do porte de arma já era um pedido antigo, sempre pedíamos isso quando notificávamos os descumprimentos no processo, mas só agora foi concedido. Tudo é muito moroso, não enxergam a gravidade. Estou sem expectativa na resolução do caso pela justiça!” desabafa Fernanda.


A decisão foi assinada pelo desembargador José Augusto Gomes Aniceto na última quinta-feira (03).

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Em nota, o escritório que defende Fernanda Barbieri se posicicou supreso à decisão: 


“Fomos surpreendidos, nessa terça (08), com nova retirada de pauta da reclamação referente a violência institucional praticada pelo Ministério Público do Paraná. Apesar do CNMP hoje ter recebido um selo quanto as boas praticas no combate à violência contra a mulher, o que se verifica é que na prática há lentidão no julgamento e que a suspensão do cargo de Promotor se deu de maneira provisória. O caso é grave e necessita de atenção por parte do CNMP.”


No início de julho, ele foi afastado temporariamente do cargo pela Corregedoria Nacional do Ministério Público (MP). A decisão saiu após o problema ser exposto por Fernanda.


Em entrevistas concedidas no mês julho, Fernanda e a advogada dela falaram sobre a expectativa pelo afastamento definitivo do cargo, a exoneração, e também a prisão.


Funcionária pública federal, Fernanda trabalha à distância. Vive escondida. Enfrenta cerca de 40 processos, além da luta pela guarda definitiva do casal.


Atualmente, o pai tem direito a uma visita semanal supervisionada. Ela ainda sonha com a retomada da vida com paz e segurança. 


"É uma luta incansável, mas que a gente, né, não vai parar, porque eu dependo disso pra voltar à minha vida com liberdade, com dignidade, com segurança, e também a da minha filha" desabafa Fernanda.

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