Após discussão, seguida de tiros, em uma pista de skate, na zona norte de Londrina, no último final de semana, um grupo de produtores culturais e praticantes de skate estão assustados.
O fato ocorreu na praça do Conjunto Parigot de Souza 3.
De acordo com os frequentadores da praça, testemunhas do ocorrido, o homem, a princípio, teria tentado atrapalhar a brincadeira das crianças, andando de bicicleta no meio delas.
Não conseguindo, ele teria jogado óleo na rampa de skate.
Depois, da janela de sua residência, próximo à praça, ele teria disparado tiros de chumbinho contra os jovens que estavam na praça.
Um jovem de 16 anos foi atingido no pescoço, passou por cirurgia e foi liberado do Hospital Evangélico.
O homem foi preso em flagrante pela Polícia e passou por audiência de custódia. Por determinação da justiça, ele foi solto e pode responder por lesão corporal grave.
A situação revoltou os moradores da região e a associação dos skatistas, da periferia de Londrina, decidiu realizar uma manifestação, neste sábado (29) às 10h, na praça onde o aconteceu o episódio.
O protesto é um apelo por justiça e mais segurança no local.
Marcelo Benjamin, produtor cultural, diz será “uma passeata de skate, um manifesto por mais segurança nos espaços públicos. Aqui é uma área onde os meninos vêm para treinar, até para campeonatos nacionais. Aqui é um espaço que a gente conquistou com muita luta”.
A associação quer evitar que situações semelhantes se repitam. A principal preocupação é que o espaço, que é cuidado pela própria entidade e moradores, frequentado por famílias, jovens e adolescentes da região, seja palco de eventos como o do último fim de semana.
“Nós reivindicamos, junto à prefeitura, um espaço próprio para o skate. O pessoal veio e construiu isso aqui pra gente. Esse espaço, aqui, foi conquistado. É legal, é bacana, é bem utilizado. Em tempos de massacres, onde as pessoas entram dentro das escolas pra atirar, imagina, aqui, ao ar livre? Então a gente cobra as autoridades policiais por mais segurança. As crianças, os moradores estão atemorizados. A gente quer mais segurança para que possamos utilizar o espaço sem perigo” finaliza Marcelo.