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A espera do júri, Caso Daniel completa dois anos; Edison Brittes é o único preso

27 out 2020 às 19:27
Por: Redação Tarobá News

Quando a polícia foi chamada para a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, ninguém imaginava que aquela ocorrência se tornaria um dos casos mais midiáticos da história do Paraná e que a repercussão dela se tornaria internacional. A identificação da vítima encontrada morta ali, porém, fez tudo mudar quase que instantaneamente. Tratava-se de Daniel Corrêa Freitas, um jogador de futebol atuante no São Bento, então na Série B do Campeonato Brasileiro, mas com passagens anteriores por Coritiba, São Paulo e Botafogo. Nesta terça-feira (27), aquele que ficou conhecido como ‘Caso Daniel’ completa dois anos.

De início, tudo foi visto como um grande mistério e um detalhe que intrigava a todos: o órgão sexual da vítima foi decepado antes de o corpo ser abandonado no local.

Com o início de novembro de 2018, um fato chocante tomou conta dos noticiários por todo o país: a prisão de uma família inteira. Edison Brittes Junior foi o primeiro a se pronunciar. Réu confesso e atualmente a única pessoa presa pelo crime, ele afirmava em vídeo que matou Daniel para evitar o que acreditava ser uma tentativa de estupro contra a esposa, Cristiana Brittes.

A filha do casal, Allana Brittes, era a aniversariante do dia 26 de outubro e foi o motivo para Daniel estar na capital paranaense. O jogador do São Bento foi chamado para uma festa em uma casa noturna do bairro Batel, em Curitiba, e posteriormente foi até a casa da Família Brittes, onde o crime viria a acontecer.

Outros acusados

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Daniel teria sido flagrado por Edison Brittes Junior na cama com Cristiana Brittes, momento em que a série de agressões começou.

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Além de Brittes, teriam participado do espancamento os jovens David Willian Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King. A vítima, destaca o MP, “encontrava-se sozinha, desarmada e indefesa, impossibilitada de esboçar qualquer gesto defensivo, dada a superioridade numérica dos codenunciados”.

Com Daniel já praticamente desacordado, ele foi levado no porta-malas de um veículo Veloster até a Colônia Mergulhão, onde o crime teria terminado de ocorrer.

Nos depoimentos, os acusados afirmam que a intenção até aquele momento era de fazer Daniel passar vergonha pelo ocorrido, mas algo no celular teria feito Edison Brittes mudar de ideia e executar o crime.

Além da Família Brittes e dos três envolvidos nos espancamentos, uma sétima pessoa foi denunciada pelo MP-PR: trata-se de Evellyn Brisona Perusso, que recentemente voltou a figurar no noticiário policial ao ser detida por tráfico de drogas.

Júri

Atualmente, dois anos após o crime, os sete acusados aguardam a realização de júri popular. Em fevereiro, a Justiça determinou que todos respondam em alguma medida pelo crime. Edison Brittes é o único que aguarda a realização do julgamento preso.

Saiba por qual crime cada um dos acusados vai responder:

Edison Brittes Junior: homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo;

Cristiana Brittes*: fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo;

Allana Emily Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo;

David Willian Vollero Silva: homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual;

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual;

Ygor King: homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual;

Evellyn Brisola Perusso: fraude processual.

* O MP-PR chegou a denunciar Cristiana Brittes por homicídio qualificado, uma vez que ela teria instigado os demais a cometer o crime, mas inicialmente a Justiça entendeu que não há elementos para que ela responda assim. O MP-PR recorre da decisão em instâncias superiores.

Fonte: Banda B

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