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Após ser ignorado, homem cria pornô com IA de mulher no Paraná

Inquérito da Polícia Civil de Ponta Grossa aponta que suspeito publicou deepfakes pornôs da vítima em plataforma de conteúdo adulto após ser ignorado nas redes sociais
25 jul 2026 às 11:13
Por: Band
Foto: Freepik

A Polícia Civil do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, concluiu um inquérito de crimes cibernéticos iniciado no fim de junho deste ano e indiciou um suspeito pela criação e divulgação de montagens pornográficas com o rosto de uma moradora da cidade.


Segundo a investigação, o homem teria utilizado tecnologia de inteligência artificial para produzir imagens do tipo deepfake e publicá-las em uma plataforma de conteúdo adulto, associando o material à identidade digital da vítima.


Como começou o caso


O caso veio à tona quando a vítima passou a receber mensagens de perfis desconhecidos em uma rede social relatando o vazamento de supostas fotos íntimas em um site pornográfico.


Em seguida, o suspeito enviou diretamente à mulher imagens manipuladas digitalmente e links que direcionavam para um álbum hospedado em uma página adulta.


No endereço indicado, os investigadores constataram a existência de simulações explícitas em que o rosto da vítima foi acoplado de forma fraudulenta ao corpo despido de terceiros, com a inclusão do nome de usuário real da moradora para ampliar o alcance e a identificação.

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Uso de inteligência artificial e motivação


De acordo com a Polícia Civil, as montagens foram geradas por computação gráfica com o objetivo de expor falsamente partes íntimas associadas ao rosto da vítima.


O material continha ainda a identificação digital da mulher, o que, na avaliação dos investigadores, demonstrou a intenção de atingir sua honra, imagem e integridade moral.


As diligências telemáticas de urgência apontaram que o perfil responsável pela publicação na plataforma de hospedagem estava diretamente vinculado ao suspeito.


Os policiais identificaram também que o indivíduo tentava, desde 2023, manter contato com a vítima por meio de redes sociais, sem sucesso.


Para os investigadores, o comportamento indica que a montagem foi criada como forma de retaliação e vingança após as recusas da moradora em interagir com o suspeito.


Mensagens reforçam linha investigativa da Polícia Civil


Prints obtidos durante a investigação mostram que o suspeito tentou contato com a vítima diversas vezes por meio das redes sociais, enviando cantadas e mensagens em diferentes períodos. Segundo a Polícia Civil, as investidas nunca foram correspondidas. Para os investigadores, esse histórico reforça a hipótese de que as imagens pornográficas falsas criadas com inteligência artificial foram produzidas como forma de vingança após a mulher ignorar as tentativas de aproximação do homem.


Indiciamento e próximos passos


Em interrogatório, o homem alegou que terceiros teriam invadido seus dispositivos para praticar os crimes.

Conforme a Polícia Civil, essa versão permaneceu isolada e sem respaldo nas evidências técnicas reunidas no inquérito.


O suspeito foi formalmente indiciado pelo crime previsto no artigo 218-C, parágrafo 1º, do Código Penal, que trata da divulgação, publicação ou difusão de cena de pornografia, incluindo montagens que simulem a participação de vítima real em nudez ou ato sexual, com agravante relativa à vingança.


A difusão intencional do material em site público e a associação direta à identidade digital da vítima fundamentaram a tipificação adotada pela autoridade policial.


Após requerimento da Polícia Civil, a plataforma de conteúdo adulto removeu a publicação considerada indevida.


Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão avaliar as medidas penais cabíveis contra o indiciado.

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