Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Aba 1
Aba 2
Paraná

Confiança do industrial paranaense cai pelo segundo mês seguido

02 mar 2021 às 16:42
Por: Redação Tarobá News

Com base principalmente nas condições das empresas e da economia nos últimos seis meses, os empresários do Paraná revelaram estar mais cautelosos em fevereiro. A pesquisa mensal divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), mostrou que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu pelo segundo mês seguido, chegando a 62,9 pontos. O valor ainda é bem acima dos 50 pontos, na área de otimismo, mas revela uma trajetória de queda. O resultado é o mais baixo desde agosto do ano passado, quando havia somado 61,4 pontos.

Apesar disso, o estudo aponta que quando o empresário avalia a situação dos negócios e da economia no futuro, próximos seis meses, prevalece o otimismo. O ICEI é formado por dois indicadores. De condições, últimos seis meses, e de expectativas, projeções para o futuro. O primeiro teve maior impacto no resultado final de fevereiro. Ficou em 57,6 pontos, enquanto o de expectativas chegou a 65,6 pontos.

“Houve uma relativa piora no olhar do industrial com relação ao desempenho de sua empresa e da economia nos últimos meses. Além disso, o início do ano costuma ser mais lento com relação ao ritmo da atividade econômica e talvez esta percepção tenha influenciado a pesquisa”, avalia o economista da Fiep, Evânio Felippe”.

Quando questionados sobre as condições gerais de suas empresas nos últimos seis meses, 21% dos entrevistados afirmaram que elas pioraram, 45% responderam que ficaram estáveis e 28% disseram que houve melhora. Em janeiro, apenas 9% haviam confirmado que a situação era ruim, 35% informaram estabilidade e 43% tiveram melhora nas condições.

“Quanto mais lento o ritmo de imunização da população, o industrial entende que será mais difícil a retomada da atividade econômica”, avisa o economista. A incerteza com relação à aprovação das reformas tributária, administrativa e fiscal no Congresso Nacional, somada à dúvida com relação à continuidade dos programas de auxílio para pessoa física e para as empresas – que ajudaram a economia no início da pandemia até o fim do ano passado, são outros indicativos que interferem na opinião dos empresários.

Outras notícias

Ilha do Mel, em Paranaguá, começa cadastro para controle de acesso

Caminhoneiro morre após colisão entre dois caminhões na PR-151

Moro aguarda Ratinho Jr para definir transição no Paraná

Outra preocupação é a alta taxa de desemprego divulgada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (PNAD), com a situação do país até novembro de 2020. “São mais de 14 milhões de pessoas sem renda no país, o que prejudica a atividade de consumo e, consequentemente, afeta também o ritmo de produção nas indústrias”, reforça.

De acordo com ele, as incertezas com relação aos rumos da economia apontam para uma “perda de fôlego” no setor nos últimos meses. Apesar de ter retomado suas atividades de forma bem mais acelerada do que os segmentos do comércio e de serviços, a produção industrial nacional vem diminuindo seu ritmo nos últimos meses. “Os números mostram uma postura mais cautelosa das empresas, que viam 2021 como o ano da recuperação. Mas a morosidade na vacinação e na aprovação das reformas, a escassez de matéria-prima e a elevação dos custos de produção, decorrente da depreciação do câmbio, podem justificar o impacto na opinião dos gestores”, resume.

Sondagem

Apesar da incerteza atual, a Sondagem Industrial mensal da CNI aponta que 51% das empresas avaliadas preveem aumento na compra de insumos e 40% estabilidade. Somente 8,6% devem reduzir a aquisição de matéria-prima para produção. Mas o estudo também revelou que 20% dos empresários estão com volume de produção abaixo do esperado para o mês. O mesmo percentual dos que afirmaram estar com nível de utilização da capacidade instalada abaixo do usual para o período. Apesar disso, só 11% afirmaram previsão de redução dos empregos. A maioria, 66%, deve manter o quadro e, 23%, até aumentar as contratações. Para os próximos seis meses, 74% acreditam que haverá estabilidade no número de vagas, 23% pretendem abrir novos postos de trabalho e só 3% devem demitir.

A queda no consumo parece não ter chegado ainda às fábricas. Os estoques de produtos finais só estão acima do que foi planejado para 14% das empresas. Quase 50% informaram estabilidade e, 34%, que estão em queda, ou seja, as vendas continuam fluindo. A mesma situação se confirma com relação à demanda por produtos. Para 46% dos entrevistados o quadro é de estabilidade, para 37% o cenário é de alta e apenas 11% registraram queda.

Fonte: Sistema FIEP

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Paraná
Imagem de destaque

PF apreende mais de 2,8 toneladas de drogas em investigação

Paraná
Imagem de destaque

Menina é salva de sequestro após gesto de socorro em Curitiba

Brasil e mundo

Adolescentes invadem escola e destroem 400 ovos no Paraná

Paraná

"Não agredi", diz suspeito de abandonar companheira em saco no PR

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Novos radares começam a multar em Londrina na quinta-feira

Brasil e mundo
Brasil

Anvisa proíbe três marcas de lenços umedecidos no Brasil

Cidade
Londrina e região

Chuva em Londrina já supera a média histórica de outubro

Cidade
Londrina e região

Servidores cobram reajuste e temem impacto de cortes em Londrina

Política
Brasil

Fim da 6x1: saiba quando entra em vigor nova jornada de trabalho

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 7 I Imagem Profissional Estratégica I Jihana Rosa

Podcast Feirauto | EP 2 | Expectativas para a Feirauto | 13/10

Podcast Feirauto | EP 1 | Feirauto em Destaque | 09/10