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Conta de luz no Paraná deve subir em junho; reajuste em análise chega a 19%

Copel solicitou adiamento de parte do aumento para reduzir impacto aos paranaenses; sem a medida, alta poderia chegar a 26%. Tarifa deve passar de R$ 0,64 para R$ 0,76 por kWh.
15 abr 2026 às 22:04
Por: Portal Tarobá

Os consumidores paranaenses devem se preparar para um novo custo na fatura de energia a partir do dia 24 de junho. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) analisa uma revisão tarifária periódica para a Copel que pode elevar a conta de luz em índices expressivos. Diferente do reajuste anual comum, a revisão periódica ocorre a cada cinco anos e tem como objetivo redefinir as metas de qualidade e os custos eficientes da distribuidora.


A proposta atual em discussão prevê aumentos diferenciados por categoria: consumidores residenciais e urbanos podem ter alta de 19,15%, enquanto para o meio rural o índice proposto é de 18,85%. Já para as indústrias e grandes comércios, que utilizam alta tensão, a alta média projetada é de 19,55%.


Em nota oficial, a Copel informou que o índice apurado inicialmente pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) era ainda maior, chegando a 26%. Para amenizar o impacto imediato no bolso do paranaense, a companhia solicitou o "diferimento máximo" permitido pelas regras federais, o que possibilitou o adiamento de parte do reajuste e reduziu a proposta média para 19,2%. 


Mesmo com a alta, a companhia sustenta que o Paraná continuará figurando entre as três tarifas mais baratas do país, com o valor do kWh (quilowatt-hora) saltando de R$ 0,64 para aproximadamente R$ 0,76. A empresa justifica que, de cada R$ 10 pagos pelo consumidor, apenas R$ 2 permanecem na companhia para manutenção e investimentos, sendo o restante destinado a encargos, impostos e compra de energia.


Um dos fatores que pressionam o aumento é o custeio de subsídios previstos na CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), com destaque para a GD (Geração Distribuída) de energia solar. No Paraná, o número de beneficiários de sistemas solares saltou de 55 mil para 528 mil em cinco anos. Embora esses clientes economizem individualmente, o custo do subsídio para a manutenção da rede elétrica é rateado entre os demais consumidores. 


A discussão sobre os novos valores segue aberta à participação popular por meio de consulta pública no site da Aneel até o dia 22 de maio, além de uma audiência presencial agendada para o dia 29 de abril, em Curitiba, onde serão debatidos os impactos econômicos para o setor produtivo e para as famílias paranaenses.

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