Após 6 anos à frente da Lava Jato no Paraná, o procurador da República Deltan Dallagnol vai se desligar da força-tarefa. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele deixa o cargo para se dedicar a questões de saúde em sua família.
O substituto será o procurador da República no Paraná Alessandro José Fernandes de Oliveira, membro com maior antiguidade na Procuradoria da República do Paraná a manifestar interesse e disponibilidade para coordenar os trabalhos.
Deltan continua na força-tarefa pelos próximos 15 dias para auxiliar na transição. Em nota, o MPF afirmou que "os trabalhos na força-tarefa prosseguirão da mesma forma como nos últimos anos".
A nota assinada pelo MPF elogiou a atuação do procurador. "Deltan desempenhou com retidão, denodo, esmero e abnegação suas funções, reunindo raras qualidades técnicas e pessoais. A liderança exercida foi fundamental para todos os resultados que a operação Lava Jato alcançou, e os valores que inspirou certamente continuarão a nortear a atuação dos demais membros da força-tarefa, que prosseguem no caso", diz o documento.
A saída de Dallagnol se dá em em um momento em que o modelo da força-tarefa está em discussão na Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral Augusto Aras tem até o dia 9 de setembro para decidir se vai prorrogar a existência do grupo ou extingui-lo.
Dallagnol também responde a processos no Conselho Nacional do Ministério Público. Em caso de condenação, ele poderia ser afastado da força-tarefa.
Com MPF