Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Paraná
Paraná

Feminicídios com uso de fogo crescem 77% no Paraná

Levantamento aponta crescimento de 77% em tentativas de feminicídio com uso de fogo e alerta para influência de discursos de ódio online
23 jun 2026 às 10:10
Por: Portal Tarobá

As tentativas de feminicídio cometidas com uso de fogo cresceram 77% entre 2023 e 2025, segundo levantamento do Observatório de Feminicídios de Londrina. O aumento acende um alerta entre pesquisadores, que apontam possível relação com o crescimento de movimentos online que propagam discurso de ódio contra mulheres.


De acordo com o estudo, o avanço de comunidades digitais associadas ao chamado “red pill” pode estar relacionado ao aumento desses casos, reforçando a preocupação com a influência de ambientes virtuais na escalada da violência de gênero.


Além da violência extrema, especialistas destacam que o uso do fogo carrega um forte simbolismo. Em muitos casos, o agressor não busca apenas matar a vítima, mas também destruir seu corpo, o que evidencia um padrão de violência ainda mais grave.


O levantamento aponta ainda que 46% dos casos resultam em morte da vítima. Em pelo menos 14,8% das ocorrências, outras pessoas também são atingidas durante os ataques.


Outro dado mostra que a taxa de mortes cai para 32% quando há testemunhas, que podem interromper a agressão ou agilizar o socorro.

Outras notícias

Motoboy morre às vésperas de casar e é sepultado com buquê do casamento

PF bloqueia R$ 1,5 bi em ação contra extração ilegal no Paraná

Super Muffato lança coleção de panelas MasterChef com descontos


No Paraná, foram registrados 39 casos. Dois deles ocorreram em Londrina e devem ser julgados nos próximos dias, envolvendo episódios de extrema violência dentro do ambiente doméstico.


Segundo o Observatório, muitos casos apresentam indícios de premeditação, com agressores se aproveitando da confiança da vítima. Em alguns processos, a defesa tenta alegar acidente, mas os pesquisadores apontam que esse padrão não é o mais comum.


O levantamento também mostra que diversas vítimas possuíam medidas protetivas contra os agressores, mas ainda assim permaneciam em situações de risco.


Especialistas destacam que fatores sociais e culturais podem contribuir para a permanência de mulheres em relações abusivas, mesmo diante de sinais de violência.


O estudo reforça o alerta para o avanço da violência extrema contra mulheres e a necessidade de fortalecimento das redes de proteção e prevenção em todo o país.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Paraná
Imagem de destaque

Padre promove inclusão de coroinha autista em missa em Curitiba

Paraná
Imagem de destaque

Jovem desaparecida é identificada após acidente com mortes na BR-277

Paraná

MPPR questiona contratação temporária na Saúde do Paraná

Paraná

Família descobre que jovem desaparecida morreu em acidente na BR-277

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Criança morre após ser atacada por cão em Apucarana

Cidade
Londrina e região

Obra do Terminal Metropolitano em Londrina não avança

Cidade
Londrina e região

Muffato Gourmet Aurora é reinaugurado com novidades em Londrina

Cidade
Londrina e região

Ex-guarda municipal é condenado a 5 anos por morte de homem

Cidade
Londrina e região

Polícia apreende ampolas de tirzepatida na rodoviária de Londrina

Podcasts

Podcast Em Foco | EP 04 | Além do jaleco | Dr. Rhogger Mendes

Falando de Gestão | EP 68 | Direito, literatura e inovação | Talita Fidelis

Podcast Sem Cerimônia | EP 20 | Tratamento de canal sem dor | Angelita Piovezana