O Paraná ganhou uma importante ferramenta para ajudar no combate a focos de incêndio, no abastecimento de água nas cidades que enfrentam a estiagem e contra a proliferação do coronavírus. O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou nesta quarta-feira (22) 20 de um total de 29 caminhões-pipa que vão atender municípios de diversas regiões do Estado.
O investimento por parte do Instituto Água e Terra (IAT), ligado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, é de pouco mais de R$ 6,2 milhões. O evento ocorreu na Academia Policial Militar do Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Ratinho Junior explicou que, neste primeiro momento, os veículos ficarão concentrados na higienização de calçadas e ruas próximas a hospitais como forma de ajudar a enfrentar a circulação do novo coronavírus. “Vai colaborar com a limpeza de hospitais, postos de saúde e asilos. É mais uma ação que o Governo toma para amenizar a proliferação do vírus”, afirmou o governador. “O Paraná mostra que está preparado e tem agilidade para prestar um bom serviço à população”, acrescentou.
ESTIAGEM – Os caminhões-pipa serão também peça importante no suporte aos 29 municípios atendidos neste primeiro momento. Eles serão utilizados para minimizar os efeitos da estiagem no Estado. O equipamento, destacou o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, possibilita a distribuição de água potável à população, especialmente nas regiões mais carentes.
“A chuva está muito abaixo da média, a falta de água é muito grande em diversos municípios. Esses caminhões são preparados e equipados para ajudar, sobretudo naquelas pequenas cidades que tanto sofrem com a seca”, afirmou Nunes.
O Paraná vive a pior estiagem desde que o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) começou a monitorar as condições do tempo, em 1997. A baixa precipitação já dura dez meses. Levantamento do órgão apontou que nove das maiores cidades paranaenses, de quase todas as regiões do Estado, tiveram chuvas bem abaixo da média histórica entre junho de 2019 e março de 2020.
Houve uma redução média na precipitação de 33% no conjunto de municípios formado por Curitiba, Ponta Grossa (Campos Gerais), Guarapuava (Centro), Maringá (Noroeste), Londrina (Norte), Foz do Iguaçu (Oeste), Cascavel (Oeste), Guaratuba (Litoral) e Umuarama (Noroeste).
Guarapuava é a cidade que mais sofre com a seca. A diminuição no volume de chuvas foi de 47,2% – 809 milímetros contra uma média histórica de 1.533 mm para o período. Em todos os dez meses analisados choveu menos do que o previsto no município. Em março, apenas 30 mm ante uma expectativa de 113 milímetros.
Porém, no volume total, Curitiba foi a cidade teve menos chuva entre os municípios pesquisados: 725 milímetros – redução de 43,1%, já que a média histórica apontava para 1.274 mm. Março foi o período mais seco na capital paranaense. O nível de chuvas para o mês, desde 1998, é de 127 mm. Neste ano, contudo, a precipitação foi de apenas 12. O recorde negativo da cidade era de 44 milímetros, registrado em março de 2017.
AEN