O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável pela produção da vacina russa no Brasil, anunciou nesta sexta-feira (4) que está em contato com a Anvisa buscando as orientações necessárias. As tratativas com a Agência são para a apresentação do protocolo de autorização dos testes no país.
Segundo o diretor do Instituto, Jorge Callado, a expectativa é que que 10 mil pessoas sejam testadas no País na fase 3 da pesquisa. Se tudo correr como o planejado, Callado afirma que as primeiras aplicações podem ser iniciadas no prazo e 45 dias.
“Num primeiro momento serão apenas voluntários do Paraná. Entre eles profissionais de saúde, pessoas que trabalham em hospitais universitários e públicos e que fazem parte dos grupos de risco. Serão duas aplicações, com intervalo de 20 dias entre uma e outra”.
Ainda não se sabe o intervalo da idade dos voluntários. As doses serão enviadas da Rússia e não serão produzidas no Brasil.
O Tecpar terá que fazer adequações nos laboratórios para a produção da vacina, mas parcerias como consórcios estão em análise.
Callado aponta que, se houver a liberação da Anvisa, a vacinação da população deve acontecer apenas no começo do ano que vem, depois de a Agência analisar os resultados da fase de testes.
Ele afirma ainda que o Paraná tem à disposição R$ 200 milhões para a compra de doses, R$ 100 milhões empenhados pelo governo do estado e outros R$ 100 destinados pela Assembleia Legislativa.
A Sputnik V, é a primeira vacina contra a Covid-19 registrada na Rússia e no mundo, no combate ao coronavírus SARS-CoV-2.