Londrina por enquanto não registrou aumento na procura para registro de armas de fogo na Polícia Federal. Para ter direito à posse, a pessoa precisa passar por testes práticos e teóricos. E os gastos são altos.
O decreto do presidente do dia 15 de janeiro trata de posse de armas. Ou seja, ter uma em casa ou na empresa, desde que seja o proprietário do estabelecimento, o que não permite sair armado por aí. Para isso, será preciso o porte. Até para transportar essa arma de um lugar para outro é obrigatória uma autorização da Polícia Federal.
Diferente do que muita gente imagina, não é tão simples assim. Não basta chegar numa loja e comprar uma arma legalizada. Para começar, tem o preço. Uma pistola ou um revólver custam a partir de R$ 4 mil. Também não adianta ter só o dinheiro. Antes de comprar é preciso ter autorização da Polícia Federal e cumprir uma série de exigências.
Pelo decreto, é possível ter a posse de até 4 armas de uso permitido por pessoa. É preciso ter mais de 25 anos, residência e emprego fixo e certidões de bons antecedentes criminais. Na Polícia Federal, a taxa é de R$ 88. Com toda a documentação exigida, o prazo médio é de 90 dias.
Na Delegacia Regional de Londrina não houve ainda aumento da procura. De 2014 a 2018, a PF autorizou a posse de 1.212.002 armas em todo o país. E no ano passado, até o dia 22 de agosto, foram vendidas 34.731 armas no comércio legal brasileiro.
Entre as alterações que vieram com o decreto está a necessidade de cofre ou local com tranca para guardar a arma, em caso de ter crianças, adolescentes ou pessoa com deficiência mental em casa. Também foi ampliada a validade do registro de 5 para 10 anos. Além de uma flexibilização maior em relação à comprovação de efetiva necessidade da posse.
O texto fala em estados com altos índices de violência, de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. Todos se encaixariam no Brasil. Essa seria a principal mudança. Para ter direito à posse, a pessoa precisa passar por testes práticos e teóricos. Antes de tudo, um laudo psicológico, depois tem prova escrita e também de tiro. Só aí os gastos partem de R$ 300. Somando com as taxas e o custo da arma, pode até passar dos R$ 5 mil.
(Reportagem: Luciane Miyazaki)