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Mais de 35 mil pessoas de 69 municípios foram atingidas pelo temporal do fim de semana

27 out 2021 às 17:34
Por: Redação Tarobá News

A forte tempestade do último fim de semana no Paraná, com ventos que passaram de 70 km/h, causou danos em 69 municípios, especialmente das regiões Oeste e Noroeste. Os dados são da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), que ainda apontam 7.782 casas danificadas e 35.091 pessoas afetadas. Os registros também mostram que 714 ficaram desalojadas e 17 desabrigadas. Duas pessoas morreram, uma atingida por descarga elétrica em Foz do Iguaçu, e outra por uma árvore em Londrina.

Com o objetivo de amenizar o impacto dos estragos, a Defesa Civil do Paraná envia desde sábado (23) materiais para as regiões atingidas. Já foram distribuídas 300 lonas, 15 mil telhas, além de colchões e cobertores. Os itens representam cerca de R$ 400 mil em insumos direcionados para os municípios paranaenses.

Para acompanhar a força-tarefa estabelecida no Estado, o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, visitaram, nesta terça (26) e quarta-feira (27), três dos municípios mais atingidos pelo temporal: Japurá e Rondon, ambos no Noroeste, e Foz do Iguaçu, no Oeste.

O Governo Federal liberou recursos para Japurá no valor de R$ 172.750,00, para compra de outros itens de ajuda humanitária. Mais recursos deverão ser destinados às cidades, conforme o preenchimento adequado das documentações por parte dos prefeitos. 

Segundo o secretário nacional, a missão é para, através do grupo de apoio ao desastre, facilitar o reconhecimento federal de situação de emergência e a liberação de recursos para as cidades afetadas. “Além do apoio a Japurá, atenderemos Indianópolis e Rondon. Há, ainda, uma equipe na região de Foz do Iguaçu, analisando os municípios do entorno. O nosso objetivo é socorrer os paranaenses com a maior brevidade possível”, disse. 

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Analistas da Defesa Civil Estadual também atuam para orientar e auxiliar as administrações municipais nas documentações necessárias, permitindo que o apoio chegue o mais rápido possível aos locais mais afetados.

“Estamos empenhando todos os esforços necessários para dar assistência aos paranaenses. Esse reforço do Governo Federal vai contribuir para dar continuidade ao atendimento das famílias de Japurá”, destacou o coronel Fernando Schunig. A comitiva estadual e federal ainda deverá visitar Ramilândia e Indianópolis, na região Oeste.

Os municípios atingidos com a tempestade foram Alto Paraíso, Alvorada do Sul, Ângulo, Assis Chateaubriand, Astorga, Barracão, Braganey, Cafeara, Cascavel, Centenário do Sul, Céu Azul, Corumbataí do Sul, Cruzeiro do Oeste, Diamante do Oeste, Farol, Flórida, Foz do Iguaçu, Francisco Alves, Goioerê, Guaraci, Guaraqueçaba, Guaratuba, Ibiporã, Iguaraçu, Inajá, Indianópolis, Itaipulândia, Itaúna do Sul, Jacarezinho, Jaguapitã, Japurá, Jardim Olinda, Lidianópolis, Londrina, Lupionópolis, Mandaguaçu, Maringá, Matelândia, Medianeira, Moreira Sales, Nossa Senhora das Graças e Nova Olímpia.

As chuvas também causaram estragos em Ourizona, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranavaí, Pato Bragado, Pérola, Querência do Norte, Ramilândia, Rondon, Santa Cruz do Monte Castelo, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio do Paraíso, Santo Inácio, São Carlos do Ivaí, São João do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Jorge do Oeste, São Jorge do Patrocínio, São Miguel do Iguaçu, Terra Rica, Terra Roxa, Tupãssi, Umuarama, Vera Cruz do Oeste e Xambrê.


Unioeste 

Parte da comitiva visitou a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), câmpus Foz do Iguaçu, que teve a estrutura danificada. Estiveram no local o representante nacional da Defesa Civil, Marcos Vinícius Borges, e integrantes da Defesa Civil estadual – órgão que auxilia com a destinação de recursos de emergência, conforme informou o diretor-geral do câmpus Foz do Iguaçu, da Unioeste, Fernando José Martins.

“Viemos para ajudar o município a montar os plano de trabalho para solicitar recurso ao Governo Federal, com a finalidade de restabelecer as áreas atingidas pelo granizo e vendaval”, explicou Borges. “Como a Universidade é estadual, o Governo do Paraná deverá montar o processo para solicitar recursos”, acrescentou.

Imbuída pelo espírito de solidariedade, a comunidade acadêmica da instituição também se mobiliza para recuperar as instalações. A partir da campanha “Todos por Foz”, são realizadas iniciativas que vão desde a distribuição de novos móveis até o conserto do telhado, muito atingido.

O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, ressaltou que, apesar do vendaval intenso, felizmente ninguém se feriu dentro do câmpus. “O estrago foi muito grande, mas a Universidade está inteira e unida. Temos certeza que receberemos o auxílio necessário para reconstruir o mais breve possível o espaço”, afirma Webber.

 

Energia e distribuição de água estão quase normalizadas no Paraná

As equipes da Copel (Companhia de Energia do Paraná) e da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) estão mobilizadas em uma força-tarefa para garantir a normalização da energia elétrica e da distribuição de água nos municípios atendidos. Os serviços estão próximos de estar totalmente normalizados.

Pela Copel, mais de 2 mil eletricistas foram mobilizados para o enfrentamento da situação, que causou o desligamento de 1,2 milhão de unidades consumidoras. Técnicos das regiões menos atingidas somaram esforços aos trabalhadores locais de emergência, manutenção e obras.

Desde a tarde desta terça-feira (26), os técnicos da Companhia de Energia reduziram em mais 40% o número de unidades consumidoras que estavam desligadas. Já foram registrados mais de 1.600 postes quebrados em diversos municípios.

Os trabalhos prosseguem para buscar a normalização dos serviços para 12 mil imóveis que continuam desligados, dos quais 9 mil estão localizados na região Noroeste do Estado.

De acordo com a Copel, este foi o mais grave evento climático já enfrentado no interior do Estado. O temporal do último fim de semana só não foi mais intenso que o ciclone-bomba ocorrido na região Leste, em junho de 2020.

Quanto à distribuição de água, a maioria das cidades que tiveram o abastecimento prejudicado por falta de energia elétrica já está com o sistema operando normalmente. Apenas em alguns municípios localizados no Oeste e Noroeste do Estado ainda é preciso utilizar caminhões-pipas e geradores de energia alugados para garantir água para a população.

No Oeste, seguem sem energia os sistemas de abastecimento dos distritos de Mato Queimado e Guaporé, em Guaraniaçu; e distrito de São Judas Tadeu, em São Pedro do Iguaçu. No município de Céu Azul voltou a energia na manhã desta quarta.

No Noroeste, continuam sem energia os distritos de Nova Jerusalém, em Umuarama; e o distrito de Santa Felicidade, no município de Tapira. Uma das unidades de produção de água da cidade de Tapira permanece sem energia; no entanto, equipes da Sanepar trabalham na recuperação do sistema e em manobras para assegurar a distribuição de água.

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