A juíza aposentada da 3ª Vara Criminal de Londrina, Oneide Negrão de Freitas, morreu no último sábado (12). Ela tinha 71 anos e a causa da morte não foi divulgada. O corpo foi sepultado no sábado (12) no Cemitério Municipal de Cambé.
Após 30 anos de trabalho, ela foi punida com aposentadoria compulsória em novembro de 2012 pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Em 2014, o Ministério Público entrou com uma ação contra a magistrada por improbidade administrativa. Além de engavetar cerca de 100 processos, ela foi acusada de coagir funcionários do gabinete quando estava sendo investigada pela Corregedoria.
Ainda segundo o Ministério Público, a juíza teria negado que um escrivão concursado e nomeado pelo TJ assumisse o cargo, que até então era ocupado por um técnico da secretaria do Tribunal, Ademir Aguayo.
Denunciado por falsidade ideológica e peculato, entre outras acusações, Aguayo foi acusado de se apropriar de mais de R$ 5 mil através de alvarás emitidos pela juíza e de exercer a função de escrivão, tudo sob a proteção da magistrada.
Antissepsia
Oneide Negrão teve papel relevante na fase judicial da operação Antissepsia, deflagrada pelo Gaeco em 2011. O Ministério Público denunciou duas OSCIPs de Londrina, os institutos Gálatas e Atlântico, por supostos desvios na administração de contratos da saúde pública municipal. Oneide decretou a prisão de mais 20 pessoas envolvidas na operação.
Com informações de Conjur