O Ministério Público pediu a prorrogação do uso da tornozeleira eletrônica para o vereador Rony Alves. Se a justiça acatar, ele fica com o monitoramento por mais 3 meses. O uso do monitoramento eletrônico terminou nesta quarta-feira (26). O pedido feito pelo Ministério Público é para que Rony Alves continue com o equipamento por mais 90 dias.
Desde o começo da operação ZR-3 no início do ano passado, Rony Alves usa a tornozeleira eletrônica. Dois vereadores foram apontados como cabeças do esquema de cobrança de propina para mudança de zoneamento na Câmara: Rony Alves e Mário Takahashi. Takahashi não usa mais o equipamento e voltou a câmara há duas semanas. Rony segue afastado, mas recebendo salário. O caso dele é considerado diferente. Ele teria coagido uma das principais testemunhas em um banco.
A argumentação para o pedido é que Rony Alves pode significar um risco ao processo. O medo é que ele fique livre para fazer ameaças e conchavos. Em agosto estão marcados os depoimentos de 13 acusados, denunciados pelo Ministério Público por vários crimes como corrupção ativa e organização criminosa. O juiz da segunda vara Délcio Rocha deu um prazo de 48h para a defesa se manifestar.
Reportagem Heloisa Pedrosa