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Paraná registra primeiro caso de Mpox em 2026; Brasil chega a 88 pessoas confirmadas com a doença

Ministério da Saúde reforça prevenção e vacinação; outros 171 casos seguem sob investigação
25 fev 2026 às 16:16
Por: Band
Reprodução

O Brasil registrou 88 casos confirmados de mpox e outros 171 suspeitos, segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde. A última atualização, realizada nesta terça-feira (24), inclui confirmações em Minas Gerais (3) e Paraná (1). Até o momento, não há mortes relacionadas à doença.


A maior concentração de casos confirmados está em São Paulo, com 63 registros, seguida pelo Rio de Janeiro, com 15. Em 2025, foram contabilizados 1.045 casos confirmados e três óbitos.


O que é mpox e como se transmite

A mpox, também conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV. A transmissão ocorre por contato com pessoas infectadas, via abraços, beijos, relações sexuais ou lesões cutâneas, ou por materiais contaminados, como roupas e talheres. O período de incubação varia de 3 a 21 dias, segundo o ministério.

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Os principais sintomas incluem erupções cutâneas, linfonodos inchados, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza, com duração média de duas a quatro semanas. Ao apresentar sinais da doença, é recomendado buscar atendimento médico imediatamente.


Medidas de prevenção incluem o uso de luvas e máscaras em caso de contato necessário com infectados, lavagem frequente das mãos, uso de álcool em gel, higienização de roupas, lençóis e toalhas, desinfecção de superfícies e descarte adequado de resíduos contaminados.


Vacinação contra mpox no Brasil

A vacinação começou em 2023, após a Anvisa liberar o uso provisório do imunizante Jynneos/Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic. O esquema prevê duas doses com intervalo de quatro semanas e é destinado a grupos específicos:


Pré-exposição: pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/Aids e profissionais que lidam diretamente com o vírus em laboratórios. Se houver disponibilidade, a vacina pode ser indicada também para indivíduos em profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), respeitando intervalo mínimo de 30 dias entre imunizantes previamente aplicados.


Pós-exposição: pessoas com mais de 18 anos que tiveram contato direto ou indireto com secreções ou fluidos de indivíduos infectados, seja pelo toque, relações sexuais, inalação de gotículas em ambientes fechados ou compartilhamento de objetos, principalmente perfurocortantes. A vacinação deve ser feita em até quatro dias após a exposição, podendo se estender a 14 dias em situações excepcionais, com redução da efetividade.


A estratégia de vacinação restrita a esses grupos se deve à limitação de produção e acesso aos imunizantes.

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