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Polícias Científica e Civil participam da Mobilização Nacional de Coleta de DNA

A ação busca encontrar pessoas desaparecidas por meio de testagem de DNA com o material genético de seus familiares
25 ago 2026 às 20:59
Por: Portal Tarobá

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) vão participar da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que acontece de 24 a 28 de agosto. Durante a semana, serão disponibilizados 19 postos de coleta em todo o Estado, nas unidades da Polícia Científica. 


Familiares que ainda não realizaram a doação de material genético poderão fornecer a amostra nos pontos oficiais. A iniciativa é mais um recurso para auxiliar na identificação e localização de pessoas desaparecidas e pode contribuir para trazer respostas às famílias. 


O material genético coletado será comparado com perfis de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas, cadastrados nos bancos locais e nacionais de perfis genéticos. As comparações são realizadas de forma contínua, com o objetivo de identificar possíveis vínculos de parentesco. 


Como é feita a coleta de DNA - Realizado por peritos oficiais, o procedimento é gratuito, rápido e indolor. A coleta pode ser feita por meio de um cotonete, passado na parte interna da bochecha, ou por meio de uma pequena gota de sangue coletada do dedo. 


É importante que, sempre que possível, a doação seja realizada por familiares de primeiro grau. De acordo com a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, a ordem de preferência para a testagem é: pai e/ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e irmãos biológicos, que devem ser filhos da mesma mãe e do mesmo pai. Caso não seja possível seguir essa ordem, outros familiares poderão ser considerados. 

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Como a mobilização ocorre em todo o território nacional, caso a família não resida mais no local onde a pessoa desapareceu, basta informar, no momento da coleta, o local de origem da ocorrência, para que a informação seja registrada corretamente. 


Se o familiar não puder comparecer a um dos pontos de coleta, a orientação é entrar em contato com o posto mais próximo para que a equipe avalie a melhor forma de viabilizar o procedimento. 


Onde será feita a coleta no Paraná - Confira aqui os pontos oficiais de coleta: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-seguranca/seguranca-publica/pontos-de-coleta-publicado.pdf   


O que levar no dia da coleta – Na data escolhida para realizar a coleta de DNA, é importante levar um documento de identidade, informações do Boletim de Ocorrência do desaparecido (número, estado e delegacia). Caso possua, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter DNA, como escova de dentes, dente de leite ou cordão umbilical. Esses materiais podem auxiliar no processo de identificação. 


Para mais informações sobre a doação de material genético, acesse: https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/mobilizacao-nacional/coleta-de-dna-de-familiares-de-pessoas-desaparecidas-1/ 


25 anos identificando por DNA – A Seção de Genética Molecular Forense da Polícia Científica do Paraná iniciou suas atividades em 2001, com a inauguração e a emissão dos primeiros laudos. Atualmente, para os casos de identificação de pessoas desaparecidas, o Estado possui 735 amostras de familiares cadastradas no CODIS e 501 perfis genéticos cadavéricos. 


Ao longo desse período, o Paraná já realizou 25 identificações de pessoas desaparecidas por meio de DNA. Considerando os demais casos, o número de matches gerais chega a 473, além de 162 coincidências entre vestígios de condenados 


Investigação - A campanha é uma ferramenta para o trabalho investigativo da Polícia Civil, ao ampliar as possibilidades de identificação, de cruzamento de informações entre diferentes investigações e avançar na elucidação de casos complexos.  


Um exemplo ocorre quando uma unidade policial investiga um homicídio cuja vítima foi localizada, mas permanece sem identificação. A ausência dessa informação impõe limitações à investigação, uma vez que não se conhece a rotina da vítima, suas relações pessoais, seus hábitos ou mesmo as circunstâncias que poderiam explicar por que ela estava naquele determinado local. Paralelamente, outra unidade pode estar investigando o desaparecimento de uma pessoa que, posteriormente, se confirma ser a mesma vítima encontrada.  


A partir do match, as informações reunidas durante a investigação do desaparecimento passam a ter relevância direta para a apuração do homicídio. Dados sobre a pessoa podem fornecer novos elementos para compreender as circunstâncias da morte, estabelecer possíveis motivações, identificar pessoas relacionadas ao caso e indicar caminhos para a busca da autoria.  


Além da relevância para a investigação criminal, a campanha possui significado para as famílias de pessoas desaparecidas. Em muitos casos, familiares convivem durante anos com a ausência de respostas sobre o paradeiro e o destino de um ente querido. Um match genético representa um passo fundamental para que a família deixe de conviver com a incerteza e para que a Polícia Civil possa avançar na busca por respostas.

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