A justiça autorizou nesta sexta-feira (25) o vereador afastado Mário Takahashi (PV) a retirar tornozeleira eletrônica. Ele é réu na operação ZR3, que investiga um suposto esquema de propina em troca de mudanças de zoneamento que seria, de acordo com o Ministério Público, liderado por ele e por Rony Alves (PTB).
A decisão assinada pelo juiz Délcio Miranda da Rocha ainda proíbe Takahashi de se aproximar da principal testemunha da ZR3, Júnior Zampar. No início do mês, Rony Alves foi preso por supostamente ameaçar Zampar em uma agência bancária na avenida Maringá.
Para justificar a decisão, o juiz afirma que Mário, sendo réu primário, não tentou prejudicar o andamento das investigações, nem tentou coagir quaisquer testemunhas do processo.
Em nota, a defesa de Takahashi afirmou que a decisão foi acertada. "A medida de uso de tornozeleira eletrônica, por ser extremante gravosa e estigmatizadora, deve ser reservada para situações excepcionais e que efetivamente se faça necessário tal nível de controle" argumentaram os advogados.
Relembre o caso
No dia 24 de janeiro de 2018, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou a Operação ZR3. Os alvos foram alvo vereadores e empresários de Londrina. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, dois deles nos gabinetes do então presidente da Câmara de Vereadores Mário Takahashi (PV), do vereador Rony Alves (PTB). Além dos parlamentares, apostados como chefes do esquema, as investigações apontaram o envolvimento de servidores públicos e empresários. O grupo teria se unido para aprovar supostas mudanças no zoneamento da cidade mediante pagamento de propina.
Os vereadores foram afastados das funções. Ao todo, 13 pessoas se tornaram rés e respondem ação criminal. Entre os crimes estão organização criminosa, corrupção ativa e passiva.
A denúncia se baseou em interceptações telefônicas, autorizadas pela justiça, análise de conversas por aplicativos de mensagens e documentos.
Atualizada dia 26/01 às 13h06