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Tratamento para dependência química começa em postos de saúde

11 jun 2019 às 17:50
Por: Redação Tarobá News

As drogas custaram ao menos R$ 52 milhões ao Paraná com tratamento de dependentes químicos em 2018. Foram 5.928 internamentos segundo a Secretaria da Saúde. Já a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Paraná prendeu nos primeiros quatro meses deste ano 147 pessoas envolvidas no tráfico de entorpecentes. Fora as vidas perdidas, de valor incalculável.

Essas estatísticas serviram para balizar a campanha Junho Paraná Sem drogas, uma iniciativa do Governo do Estado com ações conjuntas das secretarias da Segurança Pública, da Justiça, Família e Trabalho e da Educação e do Esporte.

Além da conscientização e prevenção, a campanha quer incentivar os dependentes químicos a buscar tratamento. O Paraná conta com uma rede integrada de atendimento. O primeiro passo para quem quer ajuda é procurar o posto de saúde da própria cidade, em um dos 399 municípios do Paraná.

É na unidade básica que será feito o atendimento inicial, a triagem e o encaminhamento do paciente. Dependendo da complexidade, o usuário pode ser direcionado para um dos 143 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) existentes no Estado, cujo tratamento é mais voltado para a estimular a integração social e familiar. Ou, se for o caso, realocado em um hospital especializado para internamento.

“Mas tudo começa na cidade, perto da porta de casa”, reforça a médica psiquiatra Maristela da Costa Sousa, da equipe de coordenação da Rede de Atenção à Saúde Mental do Paraná. “Não adianta a pessoa bater à porta de um hospital que, sem o encaminhamento, não será atendido”, completa.

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ALTERNATIVA – Outras opções são usadas em casos de maior gravidade como surtos. A recomendação é para que uma terceira pessoa seja chamada, como a Guarda Municipal, Siate (193) ou Samu (192). “São o que classificamos como urgências”, diz Maristela.

São esses profissionais que, após o atendimento inicial, encaminham para um hospital geral ou uma unidade de saúde 24 horas, por exemplo, de acordo com as vagas liberadas pela central de leitos. A partir disso que o tratamento é direcionado. “Antigamente se colocava os pacientes dentro de uma ambulância e traziam para Curitiba. Agora cada município é responsável”, destaca a médica.

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