Os comandos das polícias Civil e Militar de Londrina se manifestaram na tarde desta terça-feira (18) sobre a Operação Imperium, que prendeu cinco policiais militares, um policial civil e mais oito pessoas durante desarticulação de um esquema ilegal de jogos de azar. As duas instituições disseram que não compactuam com esse desvio de conduta por parte dos policiais.
A operação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu 14 mandados de prisão temporária e 70 de busca e apreensão, além de outras medidas na tarde de hoje.
Segundo o Tenente-Coronel Villa, da Polícia Militar, é difícil avaliar se o afastamento dos agentes traz ou não prejuízo à corporação por conta da redução de servidores. “É necessário verificar se de fato aconteceram todas as irregularidades e aguardar o fim da investigação”, disse.
Ainda de acordo com o Tenente-Coronel Villa, a situação está com as apurações em processamento e as medidas estão sendo tomadas. “O escalão superior recebendo o relatório completo da investigação possa impor a medida disciplinar cabível para o caso. Na esfera criminal, já existe um processo em andamento. Se eles forem condenados, é melhor ter menos policiais do que policiais que pratiquem ilegalidades”, afirmou.
O delegado Amarantino Ribeiro, da Polícia Civil, reforçou essa posição. “É muito importante que essas investigações e afastamentos sejam feitos quando constatado desvio de servidores. Infelizmente, a redução no quadro de servidores dificulta o trabalho, mas dentro da estrutura, vamos realocar um servidor para o lugar desse que foi afastado”, disse.
A operação começou a ser investigada em maio de 2020. A suspeita é que exista uma organização criminosa que atue a partir de Jataizinho e que envolveria policiais.
Segundo o Gaeco, são apurados os crimes de usura, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos. Nesse caso haveria inclusive fraude em máquinas de jogo, o que constitui crime contra a economia popular.