Na manhã desta terça-feira (16), em Foz do Iguaçu, região Oeste do Paraná, agentes do Núcleo Regional do GAECO/Foz do Iguaçu, em apoio à 2ª Promotoria de Justiça de Goiatuba/GO, cumpriram dois mandados de prisão preventiva, além de mandado de busca e apreensão, todos expedidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Goiatuba/GO, em desfavor de alvos investigados por supostos crimes de lavagem de dinheiro, uso de documentos falsos, entre outros.
As ordens de busca e apreensão visam colher novos elementos de convicção aptos a comprovar os delitos já imputados ao casal, assim como eventuais outros crimes que eventualmente estejam sendo praticados. Foram apreendidos veículos de luxo, joias, dinheiro em espécie, inclusive dólares, além de outros documentos que servirão para instruir a ação penal em curso.
As ordens de prisão preventiva também foram cumpridas. Da investigação A investigação teve início no ano passado, quando o casal foi flagrado, em uma abordagem policial, com documentos falsos e dinheiro escondido no corpo. Segundo consta da imputação criminal, Milton Gomes e Bianca Cruz Martinez foram presos, no dia 5 de maio de 2020, na BR-153, no município de Goiatuba, por ocultação da origem de propriedade de um veículo Toyota Hilux SW4, bem como de 727 notas de R$ 100,00; 984 notas de R$ 50,00; 18 notas de R$ 20,00; 4 notas de R$ 10,00; 100 cédulas de 50 euros e 185 notas de 100. O dinheiro estava escondido no carro e parte dele pregada no corpo de mulher e de outras duas pessoas que estavam no veículo.
Também foram apreendidos 2 cheques no valor nominal de R$ 250 mil cada e 2 cartões de crédito, com o nome falso de Mateus Queiroz. Na ocasião, Milton Gomes apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome de Mateus Queiroz, enquanto Bianca Cruz Martinez utilizava uma Carteira de Identidade, emitida no Estado do Pará, em nome de Bianca Martinez. Depois da prisão, foi verificado que Milton Gomes já possuía mandado de prisão expedido pela Justiça Estadual de São Paulo, na comarca de Urânia, pelos crimes de estelionato e extorsão.
A prisão em flagrante do casal foi convertida em preventiva em Goiatuba. Na sequência, após denúncia criminal ofertada pelo Ministério Público de Goiás, a Justiça concedeu ao casal medida cautelar alternativa à prisão, consistente no monitoramento por tornozeleira eletrônica, que foi descumprido, e, por esse motivo, em 23 de outubro do ano passado, tiveram o benefício revogado e a prisão decretada. A operação contou com o apoio dos GAECOs do MPGO e MPPR e do Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.