O Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, encontrou um barracão em Londrina que funcionaria como uma espécie de “indústria de máquinas caça-níqueis”.
Segundo o promotor Leandro Antunes, no lugar havia centenas de monitores, placas mãe, processadores e pen drives com jogos ilegais de caça níquel. “Ali funcionava como uma linha de montagem de maquinas caça-níqueis”, aponta.
O local foi encontrado durante as diligências da Operação Imperium, deflagrada nesta terça-feira (18).
O material foi apreendido e encaminhado ao depósito da Polícia Civil. “São centenas, talvez milhares de componentes eletrônicos que poderiam ser usados na montagem de centenas de máquinas”. O material deve ser analisado e passar por perícia para andamento das investigações.
Oitivas
Nesta quarta-feira (19), devem começar a ser ouvidas as testemunhas arroladas durante o cumprimento da Operação. Segundo o Antunes, posterior a isso, os investigados, que continuam presos, devem prestar depoimento.
Durante as investigações do Gaeco, o promotor conta que constatou-se que o esquema era dividido em dois núcleos: o dos particulares e dos policiais. “Os principais envolvidos na prática ilícita foram presos nesta terça-feira”, aponta.
Sobre a operação
Durante a Operação Imperium, 14 mandados de prisão temporária e 70 de busca e apreensão foram cumpridos. Os alvos eram cinco policiais militares, um policial civil e oito particulares.
As prisões aconteceram em Jataizinho, Ibiporã e Londrina. Um alvo de mandado de prisão não foi encontrado.
Todos são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa. As corregedorias da PM e da PC Civil também participaram da ação.
Segundo o promotor, a suspeita é que os policiais seriam pagos por empresários que exploravam esquema de jogos de azar, como máquinas de caça-níqueis e jogo do bicho. O objetivo seria não ocorrer fiscalização nas cidades.
Outra suspeita, é que os policiais que atuavam no esquema vazariam informações sobre operações de fiscalização.