O inquérito da morte do policial militar Douglas Yamada, de 27 anos, morto em um acidente de trânsito na rua Benjamin Franklin, em Londrina, foi concluído nesta quinta-feira (6). Segundo o delegado de Trânsito, Edgard Soriani, a condutora do veículo que atingiu a vítima responderá por homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Douglas pilotava uma moto da corporação quando foi atingido por um carro saindo de um condomínio residencial. A colisão foi bastante forte e o arremessou a alguns metros. Ele foi socorrido pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local, no dia 24 de fevereiro deste ano.
Segundo o delegado, a investigação teve início logo após ao acidente, mas a conclusão demorou por conta de alguns fatos. “Tardou porque a condutora do veículo ficou bastante traumatizada e demorou a comparecer à delegacia e prestar esclarecimentos. A perícia também demorou para aferir a velocidade da motocicleta e acabou tendo resultado inconclusivo em relação a isso”, explicou.
O delegado explica que pelo vídeo é possível perceber que a condutora foi imprudente ao entrar em uma rua cortando a preferencial da motocicleta. “Pelas imagens podemos notar que o motociclista também estava em excesso de velocidade e, por isso, não conseguiu desviar e evitar a colisão”, disse.
Para o delegado, apesar da condutora ter sido ouvida e prestado esclarecimentos, a imprudência realmente aconteceu. “Foi uma fatalidade, um erro e um descuido, mas de acordo com as imagens, entendemos indiciar na prática desse delito”, afirmou.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que pode oferecer a denúncia ou retornar o inquérito à delegacia para maiores diligências. A condutora responderá em liberdade.