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Após vídeo de agressão, Ouvidoria pede investigação de PMs em ato anti-Bolsonaro

08 jun 2020 às 19:30
Por: Estadão Conteúdo

Após vídeos mostrarem agressões contra manifestantes, a Ouvidoria da Polícia instaurou procedimento que pede a investigação da conduta de PMs na dispersão de um grupo que protestava contra o presidente Jair Bolsonaro no último domingo, 7. O órgão quer a identificação dos policiais envolvidos e seu afastamento da corporação até que uma investigação seja concluída. Segundo o governador João Doria (PSDB), a Corregedoria da Polícia Militar deve analisar imagens para apurar como foi a conduta dos agentes de segurança.

Gravações que circulam nas redes sociais (assista clicando aqui) mostram PMs desferindo pontapés e golpes de cassetete contra manifestantes que corriam na Avenida Teodoro Sampaio, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Um dos vídeos mostra um policial chutando um homem no chão, enquanto outro policial golpeia a mesma pessoa com cassetete. No outro lado da rua, na esquina com a Rua Mourato Coelho, outro PM chuta a perna de uma pessoa para que ela caia na calçada, e fique ao lado de um grupo de quatro pessoas já imobilizadas e deitadas com a barriga no chão, enquanto seus pertences são revistados.

Após analisar imagens da dispersão do protesto, a Ouvidoria disse que os vídeos "apontam atos de policiais que não correspondem aos protocolos de abordagem estabelecidos pela corporação". Não possível identificar os policiais através das imagens. O órgão instaurou um procedimento interno e pedirá à Corregedoria da PM e à Polícia Civil que investiguem as agressões, com afastamento dos responsáveis.

Nesta segunda-feira, 8, o Doria disse que a PM agiu "de forma correta" na dispersão do ato, mas garantiu que as imagens serão analisadas pela Corregedoria. "Se houve erro, que os que erraram sejam punidos. São Paulo não tem compromisso com o erro e não endossa nenhuma atitude de violência da sua polícia", afirmou o governador.

O ato contra Bolsonaro transcorreu de forma pacífica até por volta das 18h40 do domingo, quando um grupo de participantes decidiu se deslocar em direção aos arredores da Avenida Paulista. Segundo a Ouvidoria, houve uma negociação para que manifestantes seguissem com o ato normalmente até a estação Clínicas do Metrô, na Avenida Doutor Arnaldo. A PM disparou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar o grupo que avançou nesse trajeto.

"As manifestações ocorridas no último domingo foram pacíficas", disse a Ouvidoria, em nota.

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