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Boulos volta a criticar “terrorismo econômico” contra fim da 6 por 1

Movimento é recorrente sempre que há avanços em direitos trabalhistas
12 mai 2026 às 14:03
Por: Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira (12) que a proposta do fim da escala de trabalho 6 por 1 enfrenta resistência por atingir interesses de setores poderosos da economia. No programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Boulos classificou as críticas como "terrorismo econômico" e rejeitou tentativas de postergar a votação ou estabelecer prazos para a vigência da nova jornada.


Na avaliação do ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao defender a redução, enfrenta um grande sistema econômico, cumprindo seu papel de eleito.


Movimento recorrente e impactos reais

Boulos comparou a resistência atual a movimentos históricos contra direitos como o salário mínimo, as férias remuneradas e o 13º salário. O ministro rebateu os argumentos de crise citando dados do Dieese:


  • Custo operacional: A redução para 40 horas semanais impactaria cerca de 1% nos custos das empresas.

  • Economia: O ministro destacou que o Brasil vive o menor índice de desemprego da série histórica e crescimento do PIB acima da média dos últimos 12 anos, mesmo com aumentos reais do salário mínimo.

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Saúde mental e produtividade

O ministro defendeu que a redução da jornada aumenta a produtividade e combate o esgotamento.


“Tem havido uma explosão de casos de Burnout. No ano passado, 500 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental por excesso de trabalho”, argumentou Boulos.


Impacto na vida das mulheres

Boulos ressaltou que o fim da escala 6 por 1 é fundamental para as mulheres, que sofrem com a dupla jornada. Segundo ele, o único dia de folga da mulher acaba sendo dedicado às tarefas domésticas. Para o ministro, a mudança representa uma correção dessa desigualdade, oferecendo um "respiro" às trabalhadoras brasileiras.

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