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Cessar-fogo na Faixa de Gaza deve acontecer neste domingo com soltura de reféns

Trégua pode durar um total de 42 dias
19 jan 2025 às 14:22
Por: Paraná
Syrian Arab News Agency SANA

Ainda visto com cautela, o cessar-fogo em Gaza começou às três e meia da manhã deste domingo no horário de Brasília. A expectativa é que, neste domingo (19), os primeiros reféns e prisioneiros sejam soltos. 


Essa é uma trégua esperada por muito tempo para quase dois milhões de palestinos em Gaza e também para as dezenas de famílias dos reféns em Israel.


O carimbo final desse acordo só saiu na madrugada deste sábado (18). O governo israelense rompeu com a tradição e trabalhou durante o Shabat, dia sagrado de descanso para os judeus.


Mas o sábado começou com sirenes soando em Jerusalém e Tel Aviv em resposta a um míssil lançado do Iêmen. Moradores correram para o abrigo.

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Os rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram que o alvo era o Ministério de Defesa de Israel. Também houve uma tentativa de ataque terrorista em Tel Aviv, com um homem esfaqueado por um palestino.


Nas últimas 24 horas, em Gaza, 23 palestinos morreram e 83 ficaram feridos em bombardeios israelenses. É emcenário de cautela e receio que a pausa neste conflito começa na manhã deste domingo no Oriente Médio.


No começo da tarde, o primeiro ato da trégua: três reféns israelenses serão libertadas pelo Hamas. Serão três mulheres ainda não se sabe quem. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez uma ameaça: o acordo não vai para frente sem que o Hamas divulgue suas identidades.


A única informação disponível é que elas fazem parte deste grupo dos 33 reféns que serão soltos nesta primeira etapa do cessar-fogo. Em troca, Israel divulgou uma lista de 737 presos palestinos que serão soltos. Um total que deve chegar a quase 2 mil detidos durante a pausa no conflito.


O cessar-fogo pode durar um total de 42 dias. Mas para isso acontecer ainda depende de uma segunda rodada de negociações, quando a pausa alcançar 17 dias. O que pode trazer um fim real ao conflito, com a retirada total das tropas israelenses.


Mais de seiscentos caminhões com ajuda humanitária já estão autorizados a entrar no território palestino a partir de amanhã. Aos poucos, civis vão migrar das zonas tampões, no sul de Gaza, de volta para a parte norte do território, onde muitos palestinos moravam antes do conflito. 


Segundo os negociadores do acordo, a polícia do Hamas vai administrar esse retorno. A terceira e última etapa do acordo vai ser dedicada a discutir a reconstrução de Gaza. Especialistas dizem que essa fase pode demorar muitos anos para o mundo conseguir rever essas imagens. Uma Gaza sem massacre, sem guerra e com sorriso no rosto.

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