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Política

Doria escolhe Mário Sarrubbo para procurador-geral de Justiça

05 abr 2020 às 23:05
Por: Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo João Doria (PSDB) escolheu o procurador Mário Sarrubbo como novo procurador-geral de Justiça do Estado. Na eleição para a chefia do Ministério Público realizada neste sábado, 4, Sarrubbo concorreu pela situação com apoio do atual procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio, e ficou em segundo lugar, atrás do procurador Antonio Carlos da Ponte, candidato da oposição. Da Ponte recebeu 1.020 votos enquanto Sarrubo, 657. O Palácio dos Bandeirantes vai anunciar a decisão de Doria nesta segunda, 6.

Na carreira desde novembro de 1989, afirmou durante sua campanha que queria aproximar sua instituição do perfil que a Constituição de 1988 a ela atribuiu, "tornar o MP um indutor das transformações sociais necessárias". O procurador de 57 anos afirmou que planeja "uma revolução tecnológica" e avalia que a Procuradoria-Geral de Justiça "precisa fomentar a implementação de políticas institucionais que tornem a atuação do Ministério Público de São Paulo mais estratégica".

Recentemente, diante a crise do coronavírus, o procurador afirmou que a Saúde se tornou "prioridade absoluta" e, segundo ele, o Ministério Público de São Paulo vai atuar para "se certificar de que as ações que garantem os direitos dos cidadãos estejam sendo executadas". Entre essas ações, o procurador de Justiça destacou o acesso da sociedade ao tratamento adequado da doença, a observância das recomendações sanitárias e a articulação de políticas públicas na capital e no interior. "Além disso, vamos promover o acompanhamento do monitoramento de casos suspeitos e confirmados de infecção e das campanhas oficiais de esclarecimento à população", afirmou.

Em duas eleições anteriores o primeiro colocado não foi indicado. Em 1996, o então governador Mário Covas (PSDB) surpreendeu a instituição ao escolher o procurador Luai Antonio Marrey que havia sido derrotado por José Emanuel Burle Filho. Mais recentemente, Geraldo Alckmin preferiu Márcio Elias Rosa para a chefia do Ministério Público de São Paulo. Rosa havia sido derrotada por Felipe Lock Cavalcanti.

Quem é Mário Luiz Sarrubo

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Paulistano, Mário Luiz Sarrubbo tem mais de três décadas de dedicação ininterrupta ao Ministério Público do Estado de São Paulo.

Aos 57 anos, ostenta um currículo vasto. Em 2011, tornou-se o primeiro Promotor de Justiça a dirigir a Escola Superior do Ministério Público de São Paulo. Entre abril de 2016 e janeiro deste ano, ocupou o cargo de Subprocurador-Geral de Políticas Criminais do Ministério Público de São Paulo.

No Gaeco, implementou a política da Tríplice Vertente de combate às organizações criminosas, que tem como diretriz o enfrentamento aos três pilares básicos das organizações: o crime organizado, a lavagem de dinheiro e a corrupção de agentes públicos.

Propôs maior presença do Ministério Público de São Paulo nos tribunais superiores, além de liderar os debates para a edição do Ato Normativo que permite ações conjuntas de Promotores.

Mestre em Direito pela PUC de São Paulo, atuou na Primeira Instância nas comarcas de Araçatuba, Itaquaquecetuba e Mauá, e foi Promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital.

Na Segunda Instância, atuou na Procuradoria de Justiça Criminal.

Os resultados do trabalho que coordenou, ao lado de uma equipe de

Promotores e servidores comprometidos, são públicos e representaram uma atuação mais firme do MP.

Durante sua gestão na área criminal, foram realizadas cerca de 500 operações do Gaeco e apreendidas mais de 100 toneladas de drogas. O número de prisões de criminosos superou 5.300, e mais de 700 agentes públicos foram denunciados por desvios de dinheiro.

Sarrubbo é professor de Direito Penal na FAAP, lecionou na Escola Superior do MPSP e na Escola Superior de Advocacia do Estado de São Paulo.

Foi diretor da Associação Paulista do Ministério Público do Estado de São Paulo (APMP), de 1998 a 2002, dirigiu o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional da Escola Superior do MPSP (2011 a 2013), presidiu o Colégio de Diretores de Escolas de Ministérios Públicos Brasileiros e foi Conselheiro Superior do Ministério Público.

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