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Fux abre divergência e diz que STF não é competente para julgar golpe

Ministro foi o terceiro a votar em nova sessão de julgamento de Bolsonaro
10 set 2025 às 09:51
Por: UOL
Carlos Moura/SCO/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quarta-feira (10), às 9h, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus pela trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022. A sessão começou pelo voto de Luiz Fux, terceiro ministro a se manifestar no julgamento.


Fux afirmou que os réus do processo da tentativa de golpe não possuem foro privilegiado e, por isso, o STF não teria competência para julgá-los. "Não estamos julgando pessoas com prerrogativa de foro. Estamos julgando pessoas que não têm prerrogativa de foro", afirmou. A posição de Fux, no entanto, já foi discutida na Primeira Turma em outros momentos e derrotada pelos demais ministros, que votaram pela manutenção do julgamento no Supremo.


Enquanto Fux lê seu voto de forma enfática, os demais ministros estão concentrados em anotações próprias. Ontem, o ministro se destacou por ter avisado que não permitiria interrupções durante sua fala para não perder o seu raciocínio, pelo fato de o voto ser extenso.

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O ministro Luiz Fux elaborou um voto por escrito para apresentar hoje e está lendo o texto na íntegra. A prática é semelhante à adotada por Moraes, que leu ontem seu extenso voto. Até o momento, apenas o ministro Flávio Dino fez um voto vogal, isto é, pronunciou na hora seu voto se orientando apenas por algumas anotações e tópicos, e não lendo na íntegra um voto já preparado. Relator do caso, Moraes só deve liberar seu voto escrito ao final do julgamento.


"Ao contrário do Poder Legislativo e do Poder Executivo, não compete ao STF realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Ao revés, compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal, invariavelmente, sob a perspectiva da Carta de 1988 e das leis brasileiras", afirmou o Ministro Luiz Fux, ao ler uma introdução antes de iniciar voto no julgamento da trama golpista.


Ao menos dois deputados bolsonaristas já chegaram para acompanhar a sessão da Primeira Turma do STF na qual o ministro Luiz Fux apresentará seu voto sobre na ação penal contra Jair Bolsonaro e seus aliados por tentativa de golpe: Luciano Zucco (PL-RS) e André Fernandes (PL-CE). Fux é a principal esperança dos bolsonaristas durante o julgamento por ter sinalizado discordândia em relação às penas altas que vem sendo impostas aos condenados do 8 de janeiro e também ter criticado a delação de Mauro Cid.

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