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Jorge Messias é rejeitado como novo ministro do STF após votação no Senado

Advogado-geral da União teve 42 votos contrários e 34 favoráveis no plenário do Senado
29 abr 2026 às 20:59
Por: Band
Lula Marques/Agência Brasil

Jorge Messias foi rejeitado como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele teve o nome negado, nesta quarta-feira (29), com 42 votos contrários e 34 a favor no plenário do Senado. Ele precisava da maioria simples dos 81 senadores da Casa.


Mais cedo, o advogado-geral da União tinha sido sabatinado e aprovado em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 16 votos a favor e 11 contrários. Foram oito horas de questionamento dos senadores da comissão.


Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocuparia a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025. Ao todo, o STF é composto por 11 ministros.


Na sabatina, Messias falou de assuntos polêmicos, como aborto, demarcação de terras e conflitos entre os poderes. Também disse que seu "padrão de conduta é transparência, impessoalidade, imparcialidade, sobriedade, neutralidade, seriedade e espírito público”.


Ele ainda foi questionado sobre ter “envergadura moral” para o cargo de ministro do STF e disse que tem, sim, as características necessárias. “Farei o que é certo!", afirmou.

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“A prova disso é essa caminhada que estou passando. O senhor sabe muito bem desses cinco meses percorrendo todos os gabinetes, sendo atendido por 78 senadores. É o que me dá condição de ir ao Supremo com independência, coragem, lealdade à Constituição e ao povo brasileiro.”


Quem é Jorge Messias


Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 46 anos e está no comando da Advocacia-Geral da União (AGU) desde 1º de janeiro de 2023, início do terceiro mandato de Lula. À frente da AGU, ele atua na representação jurídica do Executivo federal e na defesa de políticas públicas perante o Judiciário.


Nascido no Recife, Messias é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007 e é formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE). Ele tem títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).


Messias construiu carreira na área jurídica ligada ao setor público. Antes de chefiar a AGU, ocupou funções em órgãos federais e integrou equipes jurídicas de governos do PT.


Durante o governo Dilma Rousseff, participou da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.


Com a mudança de governo em 2023, retornou ao primeiro escalão, indicado por Lula para comandar a AGU. No cargo, tem atuado em ações no Supremo e em outros tribunais superiores.


A sabatina no Senado é etapa obrigatória para a indicação ao STF. Após a análise na comissão, o nome segue para votação no plenário da Casa.

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