Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Política
Brasil

No Supremo, PF colhe depoimentos no caso da compra do Master pelo BRB

Oitivas, determinadas pelo relator Dias Toffoli, são sigilosas
26 jan 2026 às 13:40
Por: Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

A Polícia Federal (PF) começou a ouvir nesta segunda-feira (26) oito pessoas ligadas ao caso do Banco Master. Os depoimentos ocorrem no Supremo Tribunal Federal (STF), por determinação do relator, ministro Dias Toffoli. As oitivas são sigilosas.


Por volta das 8h começou a falar Dario Oswaldo Garcia Júnior, o diretor de Finanças e Controladora do BRB, banco estatal do Distrito Federal (DF) que se envolveu na negociação de ativos fraudulentos que pertenciam ao Master. 


Mais três depoimentos estão marcados para esta segunda: André Felipe de Oliveira Seixas Maia (diretor de empresa investigada), Henrique Souza e Silva Peretto (empresário) e Alberto Felix de Oliveira (superintendente executivo de Tesouraria do Banco Master). 


Na terça (27), será a vez de Robério Cesar Bonfim Mangueira (superintendente de Operações Financeiras do BRB) e Luiz Antonio Bull (diretor de Compliance do Banco Master). Eles vão falar presencialmente no Supremo Tribunal Federal. Angelo Antonio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Master, e o ex-sócio Augusto Ferreira Lima serão ouvidos por videoconferência.

Outras notícias

PT diz que Flávio é marcado por rachadinha e liga Master à gestão Bolsonaro

Boulos sobre 6x1: se houver demora, governo envia projeto com urgência

PGR denuncia Bacellar e TH Joias por obstrução de investigação


A PF informou que apura suspeitas de crimes como organização criminosa; gestão fraudulenta de instituição financeira; induzimento ou manutenção em erro de investidores; uso de informação privilegiada e manipulação de mercado; e lavagem de dinheiro.


Os depoimentos são colhidos em apenas dois dias por ordem de Toffoli, o que frustrou o planejamento inicial da PF de realizar as oitavas ao longo de vários dias. Essa é uma das decisões do ministro que desagradaram os investigadores. 


O relator já havia, antes, determinado o envio do material apreendido sobre o caso diretamente para o Supremo, procedimento não usual, já que o mais comum é que os itens sejam primeiro periciados nas dependências da PF. O ministro depois recuou e enviou o material para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). 


O ministro tem sido alvo de pressões devido à sua condução do processo. Pesam contra Toffoli uma viagem feita por ele num jatinho particular com um dos advogados da causa, quando já era relator do caso. 


Outra revelação feita pela imprensa foi a ligação de irmãos e de um primo do ministro com um fundo de investimentos aplicado na construção de um resort no Paraná e que tem ligações com o Master. 

Entenda

As investigações apuram as circunstâncias em torno da aquisição pelo BRB de carteiras de crédito do Master sem nenhum lastro, ou seja, papeis que prometiam retornos muito acima do mercado, mas na verdade não tinham garantias de pagamento para os credores. A suspeita é que as irregularidades envolvam até R$ 12 bilhões. 


A suspeita é que diretores e ex-diretores do BRB estejam envolvidos no esquema para maquiar os ativos podres. O banco estatal chegou a negociar a compra do Master, mas o negócio acabou sendo barrado pelo Banco Central. 


Pouco depois, o BC decidiu também liquidar o Master por causa da situação de insolvência do banco. Investidores que tinham títulos da instituição foram socorridos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já pagou mais de R$ 26 bilhões.


O dono do Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em novembro, na primeira fase da Operação Compliance Zero, mas foi solto dias depois por ordem do Tribunal Regional Federal da 1a Região. Ele teve bens apreendidos na segunda fase da operação. 


O caso começou a ser investigado na primeira instância da Justiça Federal, mas subiu ao Supremo após a PF ter apreendido um documento com uma menção a um deputado federal, que tem prerrogativa de foro na Corte em função do cargo. As suspeitas de envolvimento do parlamentar, entretanto, ainda não se confirmaram. 


As investigações em torno do Master foram prorrogadas por 60 dias por Toffoli, no último dia 16 de janeiro. 

Veja também

Relacionadas

Política
Imagem de destaque

Mendonça proíbe CPMI do INSS de acessar dados de Vorcaro em sala-cofre

Política
Imagem de destaque

Escritório de esposa de Moraes processa senador por acusação de elo com PCC

Política

Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas segue em UTI

Política

Dino acaba com a aposentadoria compulsória como punição a juízes

Mais Lidas

Cidade
Cascavel e região

Praça de pedágio em obras: vem aí a cobrança de tarifa na BR-369

Brasil e mundo
Brasil

Jovem de 15 anos morre após facada no pescoço durante discussão por ciúmes

Brasil e mundo
Brasil

Adolescente de 14 anos esfaqueia três meninas dentro de escola

Cidade
Londrina e região

Com investimento de R$ 7 milhões, complexo do IBC terá centro logístico de medicamentos

Cidade
Londrina e região

Morre o empresário, fotógrafo e cinegrafista Igor Alan Mori Marques; marido de Carmen Cavaletto

Podcasts

Podcast Pod Tah | EP 42 | Espiritualidade, Empreendedorismo e Fé | Emilene André

Podcast Fala Advocacia | EP 10 | Qual o papel da Comissão de Fiscalização?

Podcast Café com Edu Granado | EP 60 | Oportunidades, Trabalho e Futuro | Dr Vagner Vieira

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.