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PGR defende prisão domiciliar para mulher que pichou estátua da Justiça no STF

Débora Rodrigues dos Santos está presa preventivamente desde março de 2023 por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado
28 mar 2025 às 15:15
Por: Band
Joedson Alves/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende a prisão domiciliar para a mulher que pichou a estátua da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília.


Débora Rodrigues dos Santos está presa preventivamente desde março de 2023 por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado.


Durante os atos criminosos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, ela escreveu com batom a frase "perdeu, mané" na estátua em frente ao STF.


A PGR se manifestou contra a soltura da cabeleireira, como havia sido pedido pela defesa dela, mas deu o parecer para que ela aguarde o julgamento em prisão domiciliar.

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Débora, que trabalha como cabeleireira, prestou depoimento em novembro, mas o caso estava em sigilo até esta quarta-feira (26) quando foi tornado público pelo ministro Alexandre de Moraes. 


Além da fala em vídeo, também foi disponibilizada a íntegra da carta enviada a Moraes na qual ela também pede perdão e diz sentir vergonha pelo ato.


No depoimento, ela disse que ficou na Praça dos Três Poderes para fotos do local porque nunca tinha ido a Brasília e achou o local muito bonito. Foi quando um homem, que ela não conseguiu identificar, teria aparecido e pedido ajuda.


"Eu fui por conta própria de ônibus quando eu me deparei com o movimento eu não fazia ideia do bem financeiro e simbólico daquela estátua. Quando eu estava lá, já tinha uma pessoa fazendo a pichação e faltou, talvez, um pouco de malícia da minha parte porque ele começou a escrita e falou assim: 'eu tenho a letra muito feia, moça, você pode me ajudar a escrever?'. E aí eu continuei fazendo a escrita da frase dita pelo ministro Barroso", disse a cabeleireira.


Pedido de vista de Luiz Fux


O ministro Luiz Fux pediu vista nesta segunda-feira (24) e suspendeu a tramitação da ação penal que tem como ré a cabeleireira.  


O julgamento é realizado pela Primeira Turma do Supremo e o placar está em 2 a 0 pela condenação, com votos dos ministros Alexandre de Moraes (relator da ação) e Flávio Dino para que ela seja condenada a 14 anos de prisão em regime inicial fechado. 


Fux explicou que quer mais tempo para analisar a dosimetria da pena sugerida a ela e indicou que pode propor uma redução.

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