O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, não quer apenas assumir o total controle das operações realizadas pela ValeSim e, caso não tropece em algum impedimento definido pela Justiça determinando o contrário, também se valerá da arrecadação adicional na casa de R$ 5 milhões mensais, visando sair mais rápido do Índice Prudencial ainda superior a 51% da arrecadação. O voto favorável de 16 vereadores nas duas sessões extraordinárias da Câmara, na tarde de hoje(9), também robustece convencimento do alcaide, contrário à participação das atuais concessionárias na próxima licitação do transporte coletivo. O certame está previsto para o ano que vem, embora o contrato vigente termine em 2021.
Paranhos disse na imprensa que gostaria de ter o Ministério Público ao seu lado nesta cruzada contra a possível continuidade da Pioneira e a Viação Capital, já na casa dos 19 anos. O gestor diz que a estrutura construída por ela no período é desvantajosa para outras possíveis concorrentes. Ao mesmo tempo, faz elogios ao desempenho das duas. Uma briga judicial já toma corpo e, tão logo a Lei seja publicada no Diário Oficial, promete lances imprevisíveis. O chefe do Executivo diz que o Município é refém das prestadoras de serviços, pois não tem acesso aos números da movimentação financeira e outros dados importantes. O outro lado rebate afirmando que, desde a mudança do sistema, em 2008, quando o atual vice prefeito licenciado Jorge Lange presidia a Cettrans, servidores de carreira da Companhia de Transporte sempre tiveram acesso total ao sistema gerencial da ValeSim. Segundo fontes das empresas, nunca houve aplicações financeiras de recursos em prejuízo ao usuário. O contrato estabelecendo prazo de vigência dos créditos em um ano é legítimo e não lesa ninguém.
Se o passageiro não usa, perde. O valor pago serve para bancar o sistema, sustentam os concessionários.