Os vereadores da Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização da Câmara Municipal de Londrina se reunirão na próxima quarta-feira (3), às 14 horas, com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Marcelo Cortez, para saber quais providências foram tomadas em relação aos problemas da coleta seletiva de lixo na cidade. Várias reclamações, como o depósito irregular de materiais a céu aberto e o crescimento dos catadores informais, foram apresentadas em reunião pública realizada pelo Legislativo, no dia 13 de março, com a participação de representantes das cooperativas de reciclagem do município e de recicladores autônomos.
Segundo o vereador Amauri Cardoso (PSDB), que coordenou a reunião pública e é vice-presidente da Comissão de Administração, membros das cooperativas apontaram a existência de uma concorrência desleal com os catadores informais, cuja atuação tem provocado, inclusive, problemas ambientais e de saúde pública. “As cooperativas disseram que chegam para recolher os materiais e os autônomos já levaram embora. Além disso, os informais acabam armazenando os produtos em fundos de vale, praças, residências. Os vizinhos reclamam da presença de ratos, baratas, e se preocupam com a dengue”, explicou. Além de Cardoso, a comissão é formada pelo vereador José Roque Neto (presidente) e Vilson Bittencourt (membro).
Conforme informações divulgadas na reunião pública de março pelo fiscal de contratos entre a CMTU e as cooperativas, Reginaldo Sampaio, o crescimento dos trabalhadores informais levou as cooperativas a perderem quase metade do volume de material coletado entre 2016 e 2018. “Em 2013 não se via tanto catador informal, só havia duas cooperativas, com cerca de 600 trabalhadores incluídos no sistema. De 2014 para cá, esse número começou a cair e foi crescendo a quantidade de informais. Estamos trabalhando no setor, buscando ideias para inserir novamente esses catadores no sistema”, disse na ocasião. Segundo ele, as sete cooperativas que atuam em Londrina atendem 230.095 domicílios e a média da remuneração mensal recebida pelos recicladores, no ano passado, ficou em R$ 883,24.
Providências - Durante a reunião agendada com a CMTU, a Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização questionará quais projetos serão implementados para resolver os problemas e se foi ou será feito o cadastramento de novos trabalhadores. Paralelamente ao trabalho desenvolvido pelo grupo, o vereador Amauri Cardoso encaminhou, no dia 11 de junho, um Pedido de Informações ao prefeito Marcelo Belinati (PP). O objetivo é saber se o município oferta a coleta seletiva de resíduos no Jardim União da Vitória (zona Sul) e em bairros adjacentes e se é possível afirmar que há relação entre o número de casos de dengue na região Sul com a falta do serviço nessas localidades. “Na região Sul aumentou muito o número de casos de dengue, mas aumentou também a reciclagem clandestina. Gostaria de esclarecer se há relação entre as duas situações”, disse o parlamentar.
Com assessoria CML