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Política

SALÁRIOS: Paranhos não sabe quanto e quando definir reajuste na folha

29 mai 2019 às 20:00
Por: Redação Tarobá News

O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, ainda não participou de nenhuma reunião com o Sindicato dos Professores (SIPROVEL), nem o SISMUVEL, representante das demais categorias, tratando do dissídio deste ano dos mais de 8.000 servidores da prefeitura. A inflação do período ficou em 5,07% e o gestor se encontra impedido de repassar o percentual aos salários. Não foi o caso do Legislativo, pois o presidente Alécio Espínola deu ainda ganho real de 1,93%, fechando os 7% aos poucos mais de 160 trabalhadores.  

Hoje à tarde, na prestação de contas do quadrimestre, o secretário de Finanças, Renato Segalla, ao lado do colega Edson Zorek, explicou na Câmara Municipal a vereadores,  assessores e imprensa os motivos da incômoda situação. O Índice Prudencial, que mede comprometimento da receita com a folha de pagamento, está em 51.98% e precisa ficar entre 51.3% a 51.7% e permitir avanços nas conversações. 

O quadro é complicado porque repasses de verbas federais e estaduais prosseguem oscilando e frustrando a estimativa de caixa nos primeiros quatro meses em  R$ 10 milhões. O recolhido via IPTU e ISS também somou abaixo do ideal. Zorek garantiu que o governo acredita numa solução, ainda longe de virar realidade.

Segundo ele, o custo do Município como cotista do Sisop e associado ao Consamu compõe o cálculo do Índice e o angú fica mais encaroçado. O Tribunal de Contas exige a computação dos valores na casa dos R$ 20 milhões anuais. Paranhos tenta aliviar isso através de medidas administrativas e até jurídicas, considerando a obrigatoriedade indevida. A tramitação da papelada no Tribunal de Contas demora e retarda as decisões. Outro difícil caminho seria reduzir a prestação dos serviços de ambos os consórcios. A diminuição das equipes do Samu e consultas de especialistas amaciaria a conta, mas impactaria de forma negativa na demanda da população. Conforme avaliação do vereador Pedro Sampaio(PSDB), "se ficar, o bicho pega e, se correr, o bicho come". 

Ele se declara preocupado diante da incerteza vivida pelos trabalhadores da prefeitura. As explicações foram acompanhadas por Celso Dalmolin(PR), Fernando Hallberg (PDT), Jaime Vasatta(PODEMOS), Mazutti(PSL), Roberto Parra(MDB), Policial Madril(PMB), Serginho Ribeiro(PPL), Alécio Espinola (PSC), Josué Souza (PTC) e Carlinhos Oliveira(PSC).

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